06 de agosto, de 2013 | 00:00
Nova diretoria da Amorca inicia ações, após vitória nas urnas
A chapa 2, liderada pelo comerciante Daniel Guedes Soares, foi eleita com a maioria dos votos (60%)
IPATINGA Já tomou posse a nova diretoria da Associação de Moradores do bairro Caravelas (Amorca). A eleição para a renovação da diretoria da entidade, no domingo, surpreendeu até os organizadores. A chapa 2, liderada pelo comerciante Daniel Guedes Soares, foi eleita com a maioria dos votos (60%). A chapa 2 obteve 1.119 votos, contra 672 votos da chapa 1, liderada por Américo Costa e a vice Nazaré Pedra, que disputavam a reeleição.
O bairro Caravelas possui 11 mil habitantes e um eleitorado estimado em 6 mil pessoas. Desse total, cerca de duas mil pessoas (30% do eleitorado) compareceram, voluntariamente, para participar da escolha da nova diretoria da associação de moradores.
Nessa segunda-feira, em visita ao DIÁRIO DO AÇO, Daniel Soares afirmou que a expressiva participação dos moradores demonstra que as pessoas buscam mudanças e querem participar de diálogos que levem às melhorias necessárias. Fundada há mais de 26 anos e composta por 18 membros com mandato de dois anos, a entidade é tradicionalmente uma das mais combativas da cidade em seu segmento.
DIÁRIO DO AÇO A que o senhor atribui a disputa acirrada da associação, neste ano?
DANIEL SOARES Vejo que houve um desgaste, ao longo dos anos, das pessoas da chapa que estava à frente da entidade, com muitas reivindicações que não saíram do papel como, por exemplo, a unidade de saúde. Ficou claro que a população quer ver pessoas novas na entidade e que lutem por mudanças. Tanto eu, como a minha vice, Laudicéia Farias, nunca tínhamos participado da associação.
DA Como o senhor irá conduzir os trabalhos na associação?
DANIEL SOARES Vamos trabalhar com uma plataforma de envolvimento popular. Faremos reuniões abertas para que todas as pessoas reivindiquem, façam sugestões e acompanhem os trabalhos. Pretendemos transformar a entidade em instância de utilidade pública. As pessoas que votaram na chapa 2 o fizeram acreditando em mudanças e melhorias.
DA Como é o posicionamento do senhor em relação ao governo municipal?
DANIEL SOARES Temos esperança que a prefeita Cecília Ferramenta faça um grande governo. Vamos apoiar a administração municipal, somos parceiros, mas não vamos deixar de cobrar. Se ficarmos só na esperança, chega a um ponto que frustra as pessoas.
DA O senhor citou a unidade de saúde como uma demanda antiga, como é isso?
DANIEL SOARES É preciso explicar que já existe o edital 401/2013, com previsão de abertura no dia 2 de setembro. Aí vamos saber quem é a empresa vencedora do certame para executar a obra. Essa obra vem de muitos anos. Começou no governo (do ex-prefeito Sebastião) Quintão, que fez a fundação, mas parou na base. O governo (do ex-prefeito) Robson (Gomes) não resolveu e agora temos a garantia da prefeita de que a obra é uma prioridade.
DA E as outras demandas emergenciais?
DANIEL GUEDES Temos a necessidade da revitalização do campo de futebol. Houve uma série de desacertos e, há quatro anos, o campo não é utilizado. Uma empresa iria repor o gramado, recebeu, mas não fez o serviço. Os esportistas já encaminharam a denúncia para as providências legais. Agora, houve a retomada da discussão entre o Esporte Clube Caravelas e o governo municipal. Há promessa de revitalização do campo, pela administração pública.
DA Outra prioridade seria a creche comunitária?
DANIEL GUEDES Será construída pelo governo municipal no alto da rua Mossoró. Já tem recursos assegurados, tanto para a unidade de saúde quanto para a creche.
DA E a questão do trânsito?
DANIEL GUEDES É muito preocupante, com vários pontos de conflito e que resultam em acidentes. Há duas avenidas e o bairro é ligação natural para outros. Temos a saturação do tráfego na rotatória perto da Escola Estadual Nilza Luzia de Souza Butta. Há mão e contramão em todas as ruas, como as ruas Passo Fundo e Uruguaiana, que tem escola, igreja, comércio, transportadora e supermercado de grande porte. Nestes locais há fluxo nos dois sentidos e, na maioria, com estacionamento dos dois lados. Tudo isso precisa ser repensado. As mudanças têm que passar pela discussão com os moradores que lá moram ou trabalham. Não adianta colocar mão única em uma rua, sem primeiro ouvir os comerciantes.
DA E sobre a rua Amazonas, que tem uma parte que desabou há mais de dez anos?
DANIEL GUEDES Já tem um anúncio da prefeitura de que será resolvido. No governo anterior, famílias foram indenizadas para deixar uma área necessária para a obra de recuperação. Mas há outro problema. Logo acima há uma invasão, com dezenas de pessoas. Elas moram lá há anos com redes elétrica e de água improvisados. O esgoto das casas é despejado no morro. Tememos que possa haver uma tragédia com a queda da encosta. O primeiro trabalho da associação foi agendar uma reunião com as famílias para definir o que fazer.
DA E a questão da segurança pública?
DANIEL GUEDES - Caótica. As pessoas são assaltadas à luz do dia no Caravelas. É uma situação que ocorre na cidade inteira, mas precisamos buscar soluções localizadas. Para isso já nos reunimos com o Conselho Comunitário de Segurança Pública; existe alguma movimentação, mas precisamos andar mais rápido com isso, porque a violência bate à porta das pessoas.
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