08 de agosto, de 2013 | 00:00

Servidores do Ministério Público em greve

Com a paralisação, serviços administrativos ficarão prejudicados; movimento é por tempo indeterminado


IPATINGA – Servidores do Ministério Público da Comarca de Ipatinga promovem uma paralisação de suas atividades, por tempo indeterminado. Deflagrada em todo Estado por meio do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (Sindsemp-MG), a greve conta com a adesão de 15 funcionários do MP no município, entre analistas e oficiais.

Conforme uma das organizadoras do movimento e oficial do Ministério Público, Jesa Assis, a paralisação é motivada pelo corte de direitos conquistados pela categoria. “Houve uma convocação do sindicato, em Belo Horizonte, para uma assembleia, que deliberou que a greve seria viável e assim foi feito. Entramos em estado de greve, o procurador Carlos André Mariani emitiu um ofício que não trazia nossos direitos de volta, e continuamos prejudicados. Por isso, entramos em greve. A paralisação estava marcada. No Estado, começou na segunda-feira. Ipatinga aderiu na terça-feira, 6”, explicou.

Entre reinvindicações da categoria estão a reabertura da classe A (topo da progressão); a progressão na carreira, que estaria sendo dificultada; transparência na publicação dos gastos do MP; a data-base que não foi implantada no mês de maio, além da equiparação do vale-lanche, entre outros pontos.

Dos 19 funcionários em Ipatinga, 15 aderiram à greve, entre analistas e oficiais. Os promotores não paralisaram as atividades.
“Nós estamos com uma escala de 30%, sendo que o oficial é quem presta o atendimento ao público. Com essa greve, o atendimento fica prejudicado, mas sabemos que é um mal necessário em alguns momentos. Os serviços que estão sendo atendidos são aqueles prioritários, como saúde, infância e juventude e réu preso. Esse tipo de atendimento nós estamos fazendo. Agora, os processos, por exemplo, continuam (com andamento) normal, pois o promotor não está em greve; o que altera é o serviço administrativo da promotoria e a paralisação abrange Cariru e Centro”, disse.

Na tarde de ontem (7), uma nova assembleia foi realizada em Belo Horizonte para discutir a situação da categoria. Entretanto, até o fechamento dessa edição, não havia deliberação sobre o assunto.  

Posicionamento
Sobre a greve de parte de seus servidores, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informa que está em constante conversa com representantes do sindicato da categoria na tentativa de encontrar uma forma equilibrada de atender à pauta de reivindicações sem comprometer a capacidade orçamentária da instituição.

O MPMG esclareceu, também, que algumas medidas implementadas pela administração do órgão solucionam em parte as demandas levantadas. Outros itens da pauta de reivindicações da categoria estão sendo negociados. O diálogo entre o sindicato da categoria e a administração do MPMG sinaliza para uma convergência. Foi ajustada a realização de reuniões periódicas, a partir da próxima segunda-feira, para discussão das questões pendentes.
 
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