14 de agosto, de 2013 | 00:00
Dificuldades para acessar recursos de combate às drogas
Entidades lamentam falta de estrutura financeira para se adequar às exigências do governo
TIMÓTEO Representantes do governo de Minas Gerais debateram junto aos municípios, nessa terça-feira (13), mecanismos e ações disponíveis para combater e prevenir o consumo de drogas. Entre programas, estratégias e políticas públicas, o Estado garante que há recursos suficientes para possibilitar a recuperação de viciados. As comunidades terapêuticas reclamam da falta de estrutura financeira para se adaptar às exigências do governo.
O Encontro Regional de Políticas sobre Drogas foi realizado pela subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), ligada à Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (SEEJ), no auditório da Prefeitura de Timóteo. A ideia é fortalecer as ações relacionadas à prevenção do uso do álcool e outras drogas, tratamento e reinserção social de dependentes químicos e alinhar as iniciativas estatais e municipais sobre a temática.
O subsecretário de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, disse que o governo de Minas tem uma série ações oferecidas aos municípios para o combate às drogas. Minas hoje tem cerca de 10 mil pessoas atendidas por ano, em todas as modalidades de acolhimento, ambulatório, atividades de internação, ou seja, 10 mil pessoas acessam essas vagas nas várias modalidades, com estratégias de cuidado”, citou.
Entre os programas mencionados pelo subsecretário está o Cartão Aliança Pela Vida, lançado em agosto de 2012, para o atendimento de usuários, dependentes de drogas e familiares. O cartão, gerenciado pelas famílias, é usado exclusivamente para custeio do tratamento do dependente químico ou de álcool em clínica ou comunidade terapêutica, com uma bolsa de R$ 900,00/mês por paciente.
Conforme informações de Clovis Benevides, mais de 100 municípios são parceiros do cartão aliança e mais de 40 estão incluídos no programa Papo Legal e em outras iniciativas desenvolvidas pelo Estado. Os municípios podem fazer adesão e o volume de atendimento dependerá das demandas de encaminhamentos de usuários”, detalhou.
O subsecretário não soube dizer quanto destes recursos é destinado para o Vale do Aço, pois não há uma divisão por municípios.
Dificuldades
O presidente da comunidade terapêutica Projeto Vida, no município de Jaguaraçu, Marcone Nóbrega, conta que sua instituição funciona exclusivamente de doações, sem receber nenhum repasse municipal, estadual ou federal. Em meio às dificuldades de sustento, a comunidade atende atualmente 15 dependentes e trabalha para conseguir o repasse do Cartão Aliança Pela Vida.
Para Marcone Nóbrega, uma das principais dificuldades é se encaixar nas exigências feitas pelo governo. Estas exigências são até boas, mas precisam de recursos para ser sanadas porque a comunidade não tem como se estruturar exatamente por causa da escassez de recursos. Então, eles deveriam primeiro apoiar as comunidades para possibilitar a melhoria da sua estrutura e assim termos condições de entrar no convênio”, defende.
No entanto, Cloves Benevides entende que as exigências são mínimas se comparadas às da Legislação Sanitária. Definimos o mínimo para o atendimento, que é o mesmo aplicado às creches, as casas de repouso para idosos e a outros serviços”, pontuou.
Ainda conforme o subsecretário, o governo de Minas tem discutido, capacitado e oferecido alternativas às instituições para se organizarem e assim acessar o convênio.
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