15 de agosto, de 2013 | 00:00

Discussão de crédito acaba em tumulto na Câmara de Naque

Cerca de 200 pessoas, a maioria delas servidores da prefeitura, lotaram o plenário para acompanhar a reunião


NAQUE - A Câmara de vereadores teve sessão plenária tumultuada na noite de segunda-feira (12), quando entrou em discussão o projeto de autoria do Poder Executivo solicitando créditos suplementares equivalentes a 30% do orçamento municipal, ou seja, R$ 3,5 milhões. Cerca de 200 pessoas, a maioria delas servidores da prefeitura, lotaram o plenário para acompanhar a reunião que durou menos de 30 minutos e acabou "suspensa e encerrada" pela presidente Maria das Graças dos Santos, a “Zuca” (PT).

O clima estava tenso muito antes da abertura dos trabalhos, e nem a presença da Polícia Militar foi suficiente para conter os ânimos. Vários servidores pressionavam pela aprovação do projeto, por acreditarem tratar-se de matéria referente ao pagamento dos salários atrasados. “Vocês estão enganados, pois este projeto não tem nada a ver com os salários em atraso”, tentou explicar a presidente da casa.

Conforme Zuca, a Câmara já autorizou o prefeito Hélio da Fazendinha (PSDB) a remanejar livremente 20% dos recursos do município e, se aprovada a matéria, este percentual se elevaria para 50% do orçamento. Por isso, a comissão de Constituição e Justiça deu parecer pela inconstitucionalidade da matéria.

O vereador Luciano do Quatorze (PV), líder do governo, disse que a aprovação do projeto era necessária para que a prefeitura pudesse saldar compromissos, “principalmente com os funcionários” e articulou a derrubada do parecer (5 x 3).

“Já que o parecer foi derrubado, o projeto retornará para as comissões internas, antes de voltar ao plenário para ser discutido pelos vereadores”, anunciou o secretário da Mesa Diretora, Elias Tomaz (PSB), complementando que "a prefeitura precisa explicar onde colocou o dinheiro dos salários dos servidores que estavam garantidos no orçamento aprovado pelos vereadores no ano passado". Foi quando um tumulto generalizado se formou e a presidente encerrou a sessão.

A próxima reunião ordinária está prevista para a primeira segunda-feira de setembro, mas Zuca não garantiu que o projeto entrará de novo na pauta para apreciação dos vereadores. “O regimento concede às comissões até 45 dias para analisar qualquer projeto. Vamos depender disso para fazer a pauta da próxima reunião ordinária”, encerrou a presidente.
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