20 de agosto, de 2013 | 00:00
Reinserção social de moradores de rua
Programa promove cadastramento e assistência à população em situação de rua
FABRICIANO Com o objetivo de promover a reinserção social dos moradores de rua do município, a Secretaria de Assistência Social tem promovido ações de assistência a esse público. Atualmente, 27 moradores de rua estão cadastrados no Centro de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) para acompanhamento.
O trabalho é iniciado pelas assistentes sociais por meio de cadastro e depoimentos dos moradores de rua. Neste momento são colhidos dados, avaliada a situação do morador, se há necessidade de documentação, tratamento de saúde, ou seja, quais suas necessidades mais urgentes”, explica o coordenador do Creas, Hugo Cassimiro.
A partir dessa abordagem e cadastro, o morador de rua é convidado a participar de um grupo de convivência. A atividade acontece toda quinta-feira, pela manhã, na sede do Creas, localizado na rua Amazonas, 148, no bairro dos Professores. O objetivo é promover a melhoria de vida de cada participante e criar perspectivas para que ele retorne a sua família”, esclarece Hugo Cassimiro.
No grupo de convivência, os moradores de rua recebem alguns benefícios que visam promover sua dignidade, como o kit de higienização, que é composto de toalha, uma peça de roupa, roupa íntima, sabonete, creme dental e escova de dente. No caso dos homens, eles recebem ainda barbeador e preservativo. Já as mulheres, absorvente.
Os moradores também são beneficiados com autorização de banho gratuito no Terminal Rodoviário, em qualquer dia e horário. Outro serviço é a distribuição de alimentação, no restaurante do Terminal Rodoviário, Cozinha Comunitária ou no Creas. Para usufruir desses benefícios é necessário estar cadastrado, frequente no grupo e retirar ticket no Creas.
Por meio desses serviços, acompanhamos de perto a realidade desses moradores, damos orientações e criamos condições para mudanças. Como resultado desse trabalho temos muitas histórias de sucesso, de moradores que mudaram de atitude, retornaram para casa, conseguiram emprego e, hoje, vivem bem com suas famílias”, comemora Hugo Cassimiro.
Em Fabriciano, a maioria dos moradores de rua são homens, com faixa etária entre 20 e 50 anos. A maioria deles apresenta dependência química.
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