25 de agosto, de 2013 | 00:00
Desvalorização cambial anima exportadores
Produção da Cenibra está limitada à capacidade de 1,2 milhão toneladas
IPATINGA Aos 40 anos, com produção anual de aproximadamente 1,2 milhão toneladas, a Cenibra destina mais de 90% de sua produção ao mercado externo. E tem, na atual desvalorização do real frente ao dólar, um momento importante para as exportações. A empresa atende, principalmente, ao Japão, Estados Unidos, países da Europa, América Latina e Ásia.
Gerente de Comercialização e Logística da empresa, Alfredo Otávio Neto explica que, da quantidade produzida pela empresa anualmente, 5% a 7% são destinados ao mercado interno, e o restante à exportação. Nós sempre produzimos o máximo possível, mas hoje estamos limitados à capacidade da fábrica, que é de 1,2 milhão toneladas. Existem alguns projetos que chamamos de desengargalamento, para aumentar um pouquinho a produção, mas nada substancial”, explicou.
Com o dólar em alta, o gerente pontua que, para os exportadores de um modo geral, a valorização da moeda dos Estados Unidos é um ponto positivo. Em relação aos concorrentes no país, ele aponta a Suzano Papel e Celulose, a Fibria e a Eldorado Celulose como principais competidoras de mercado. No ranking somos talvez a 4ª empresa, e a Fibria é a maior delas, uma junção da Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), e depois a Eldorado, que entrou com 1,5 milhão de produção, e a Suzano com 1,2 milhão, mas a Suzano tem papel e outros produtos, e fica maior que a gente”, disse.
Tecnologias
Gerente de Tecnologia da Informação, Ronaldo Neves Ribeiro observa que, dentro do desenvolvimento de tecnologias, a empresa possui basicamente duas modalidades. Temos uma equipe própria, que tem uma limitação de braço, uma equipe que trabalha nos projetos menores, e buscamos parceria no mercado quando temos projetos maiores. Do ponto de vista de inovação, normalmente nascem na Cenibra, nós sugerimos, damos a ideia, e buscamos no mercado quem faz aquela ideia virar realidade. Estamos com muitas coisas novas, projetos que foram premiados, especialmente na gestão do processo florestal”, detalhou.
Ferramenta importante, Ronaldo aponta a tecnologia como a base da otimização. No passado, explica, tudo foi construído de forma normal, utilizando recursos tecnológicos. Entretanto, atualmente a temos a fabrica é totalmente digital, sendo possível trabalhar para utilizar os recursos, possibilitados pelos recursos digitais. Essa otimização é basicamente a otimização de processos, que é muito importante e fundamental pro crescimento das empresas”, apontou.
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