25 de agosto, de 2013 | 00:00

Pesquisa Nacional de Saúde é realizada em pontos da região

Agentes do IBGE vão visitar domicílios para traçar raio-X local da saúde


IPATINGA – Pela primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vai pesquisar detalhadamente a situação da saúde no Brasil. Intitulado Pesquisa Nacional de Saúde, o trabalho é realizado em conjunto com o Ministério da Saúde em 80 mil domicílios de 1,6 mil municípios do país. No Vale do Aço, serão contemplados cinco setores com 65 entrevistas, conforme informou o gerente regional do IBGE, Douglas Garcia de Menezes ao DIÁRIO DO AÇO.

Em Timóteo, serão aplicados 26 questionários entre os bairros Ana Rita, Bela Vista e Recanto Verde. No distrito de Barra Grande, em Mesquita, serão feitas mais 13 pesquisas, assim como no Centro de Marliéria, e na localidade de Porteira Grande, em Antônio Dias. O trabalho, iniciado na última quarta-feira (21), é realizado por dois agentes contratados e treinados especificamente para essa pesquisa.

Douglas Garcia explica que a seleção dos setores que vão ser contemplados pela pesquisa é feita de forma aleatória. A regional do IBGE, com sede em Ipatinga, é dividida em 31 setores. “Por ser uma pesquisa amostral, nem sempre todos os municípios são contemplados. Antes da pesquisa fazemos uma listagem com endereços, estabelecimentos e nome do morador responsável. Para cada endereço é atribuído um número. Esses números que correspondem aos domicílios são sorteados para definir o local onde será feita a entrevista”, detalhou Douglas Garcia. O método amostral da pesquisa faz a proporção de um domicílio correspondente a outros 1.500.

Etapas
A pesquisa será dividida em duas etapas. Na primeira, será aplicado um questionário com perguntas sobre os moradores daquela casa, como cobertura do plano de saúde, utilização dos serviços de saúde e a situação de pessoas com mais de 60 anos, crianças com menos de dois anos e pessoas com deficiência.


Em seguida, um morador maior de idade será selecionado aleatoriamente pelo computador do IBGE para responder a perguntas mais específicas, como a percepção de seu estado de saúde, acidentes e violências sofridas, estilo de vida, doenças crônicas, saúde da mulher, acompanhamento pré-natal, saúde bucal e atendimento médico.


A pessoa escolhida terá sua altura, peso e circunferência da cintura medidos, e sua pressão arterial aferida. Em uma segunda etapa, da qual participarão apenas cerca de 25% dos domicílios, um laboratório, credenciado pelo Ministério da Saúde, marcará visita domiciliar para fazer coleta de sangue e urina.

“Somente moradores que tirarem essas medidas serão submetidos aos exames laboratoriais. O laboratório vai se deslocar até o domicílio equipado para fazer coleta e armazenagem do material. O morador não terá ônus para fazer exames e terá acesso a todo resultado, recebendo orientação para procurar um profissional no caso de algum problema detectado”, esclareceu Douglas Garcia. Todas as respostas dos entrevistados são guardadas em sigilo.

Resultados
O gerente regional do IBGE informa que a expectativa é concluir a pesquisa até o fim deste ano. “Esperamos no meio do ano que vem divulgar os primeiros resultados dessa pesquisa inédita”, anunciou. Em relação ao uso dos dados levantados pelo órgão estatístico, Douglas Garcia frisa que o maior usuário dos dados do IBGE não é governo e sim a sociedade em geral.

“Nossa missão é tratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e exercício da cidadania. Os dados servem para o cidadão ter parâmetros para reivindicar mudanças e melhorias. Já o governo os usa para se analisar sociodemograficamente. Nesta pesquisa específica será possível analisar o estado de saúde em geral da população tanto o serviço público quanto particular”, ressaltou o gerente.
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