29 de agosto, de 2013 | 00:00
Uma visão otimista sobre o Brasil
Em palestra, jornalista Paulo Henrique Amorim questiona a existência de crise econômica no país
IPATINGA Que crise?”. Essa é a resposta do jornalista Paulo Henrique Amorim ao ser indagado sobre o momento econômico pelo qual o Brasil atravessa, durante sua estadia em Ipatinga, na noite de terça-feira (27). Ele apresentou a palestra Perspectivas do Brasil”, no auditório da Fiemg regional Vale do Aço (antigo CDP da Usiminas). Paulo Henrique Amorim falou sobre sua visão positiva em relação ao Brasil atualmente.
Apesar de iniciar a fala dizendo não ter ligação política, o jornalista destacou alguns feitos do governo federal petista, citou exemplos de empresários brasileiros de sucesso, relatou experiências em coberturas jornalísticas na área política e econômica, apresentou números de crescimento em alguns segmentos, para sustentar a afirmação de que não há crise.
Antes da palestra Paulo Henrique Amorim, que é formado em Sociologia e Política e atua no jornalismo desde 1961, falou aos jornalistas da região. Após questionar a existência da crise tão falada, Paulo Henrique Amorim mostrou as vantagens da alta do dólar, avaliou os protestos que ganharão as ruas e a comunicação no contexto das novas mídias.
Dólar
A alta do dólar que traz consequências negativas para alguns segmentos e positiva para outros, é vista por Paulo Henrique Amorim como uma inspiração da indústria brasileira de muito tempo”. Ele citou os benefícios dessa alta para a região. A alta do dólar é uma excelente notícia para o Vale do Aço, abre uma perspectiva espetacular para exportar. Como aqui se instalou o polo metalomecânico para produzir navios, o único fora do litoral do Brasil, a região pode se tornar uma grande exportadora neste segmento”, declarou.
O jornalista lembra que a valorização do real estava inibindo a exportação. Agora se abrem espaços muito importantes para produtos como papel e celulose, aço, sem falar nos produtos de matérias primas agrícolas. A alta do dólar é uma notícia muito boa. Acredito que os reflexos dela sobre a inflação serão perfeitamente administráveis e os benefícios maiores que as dificuldades”, analisou.
Demandas
Ao opinar sobre as manifestações de rua e a rede virtual, o jornalista pondera que as demandas da sociedade são respondidas de maneira adequada. O Brasil na medida de suas possibilidades é uma economia em desenvolvimento, uma democracia que se consolida. O país tem respondido de maneira adequada às demandas da sociedade”, reiterou.
Para Paulo Amorim, a melhor forma de o povo responder é nas urnas. A melhor maneira de responder a essas demandas é participar do processo eleitoral, que é quando o povo escolhe aqueles que devem atender as suas necessidades”, comentou. Em relação às manifestações que ganharam as ruas do país recentemente com várias reivindicações, ele as vê como alerta para os governantes. As manifestações indicam a necessidade de atender essas demandas com mais rapidez. Acho que os governantes têm procurado fazer isso. Se não fizerem, não serão reeleitos”, frisou.
Ninguém substitui o jornalista”
O avanço das mídias digitais provoca uma grande necessidade de os meios de comunicação repensarem sua forma de atuar. Esse novo contexto reflete em vários outros segmentos. Na opinião de Paulo Henrique Amorim, essa dinâmica requer atenção política. Estamos assistindo a um fenômeno no Brasil muito interessante, que é a progressiva inclinação do mercado, inclusive publicitário, em direção à internet. O Google é a maior empresa a receber publicidade no Brasil, depois da rede Globo. Mas não fica no Brasil, não paga impostos e seus arquivos estão nos EUA. Esse é um problema político muito sério que temos que enfrentar”, exemplificou.
Em relação ao jornalismo, que assiste ao fechamento de grandes veículos e a migração de muitos profissionais para o meio digital, ele destaca a importância do papel do jornalista nesse novo cenário. Ninguém substitui o jornalista, porque ele tem um produto raro e fabuloso numa democracia: instrumento de divulgação da informação. O cidadão precisa da informação para fazer suas escolhas, sobretudo como eleitor. Seja lá qual for a mídia utilizada, o jornalista, graças a Deus, é insubstituível”, defendeu.
Entidades empresariais apontam aquecimento da economia local
A palestra com o jornalista Pulo Henrique Amorim foi uma realização da Fiemg Regional Vale do Aço e do Sebrae e teve com o apoio das Assoicações Comerciais de Ipatinga (Aciapi), Coronel Fabriciano (Acicel) e Timóteo (Aciati), das Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) dos três municípios, do Sindicato dos Comércio Varejista (Sindcomércio) do Vale do Aço, e de entidades patronais. Na abertura do evento, o presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, e o gerente da regional Rio Doce do Sebrae Minas, Fabrício César Fernandes, enfatizaram números e estimativas que apontam para o aquecimento da economia local.
Luciano Araújo destacou as perspectivas de duplicação da BR-381 e a previsão do início da pavimentação da MG-760, cuja ordem de serviço será assinada no sábado (31). Nada melhor no momento que discutir essas perspectivas do país e ligar isso à nova realidade do Vale do Aço, cuja questão logística é hoje um dos principais gargalos”, ressaltou. Sobre a palestra, Luciano Araújo justificou o convite ao jornalista como forma de mostrar o lado positivo do Brasil. É o momento de debater que existe muita coisa boa acontecendo no mercado. Precisamos acreditar mais”, falou o presidente.
Fabrício Fernandes afirmou que os dados do empreendedorismo no país mostram um cenário favorável para criação e permanência de empresas. De cada três empreendimentos novos, dois são por oportunidade. Isso significa que a população está percebendo novos nichos”, pontuou.
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