31 de agosto, de 2013 | 00:00

MPE registra aumento de vendas

Pesquisa do Sebrae mostra que micro e pequenos empresários do Estado lucraram 16,8% a mais no segundo trimestre


DA REDAÇÃO – Enquanto alguns segmentos da economia reduzem a produção e a perspectiva de faturamento, as pequenas e micro empresas continuam em alta, registrando crescimento em 2013. A pesquisa de Desempenho das Micro e Pequenas Empresas (MPE) Mineiras – 2º Trimestre, realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Minas Gerais aponta que as empresas mineiras faturaram 16,8% a mais no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior.

Outro dado positivo é que 89% delas obtiveram lucro no período. O levantamento foi realizado entre os meses de julho e agosto, junto a 572 empresários dos setores de comércio, serviços, indústria e construção civil. O Vale do Aço está incluído na região Rio Doce. Nesta regional foram ouvidas 15 empresas do comércio; sete da construção civil; sete da indústria; e sete do setor de serviços. A síntese da regional Rio Doce mostra que 85% das MPE obtiveram lucro, que girou em R$ 18.384, na média. Destas, 3% venderam para o setor público, com média de R$ 249.

Todos os valores referem-se ao conjunto das MPE entrevistadas. Aquelas que não obtiveram lucro, não realizaram investimentos, não tomaram crédito e/ou não possuíam funcionários entraram no cálculo com valor zero. Em relação à geração de emprego, as micro e pequenas empresas da região empregaram em média quatro pessoas do segundo trimestre. Já a despesa média com pessoal foi de R$ 13.744. No quesito investimentos, 8% das MPE do Rio Doce aplicaram em cursos de qualificação e 14% em equipamentos e infraestrutura.

Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, a coordenadora da pesquisa, Carolina Xavier, disse que o lucro das empresas da região cresceu mais de 10% em relação ao primeiro trimestre. “As empresas tiveram lucro de 72% no primeiro trimestre e, no segundo, houve uma subida para 85%. Já o custo das empresas teve 19% de queda no comparativo com os primeiros meses do ano”, pontuou.
  
Comércio
O crescimento do faturamento foi observado nas micro e pequenas empresas de todos os setores. O melhor desempenho ficou com o comércio: 94% dos empresários do setor disseram ter obtido lucro nos meses de abril, maio e junho. O resultado pode ter sido impulsionado pelas vendas do Dia das Mães, avalia Carolina Xavier. “O Dia das Mães ajuda a explicar esse crescimento. A nossa economia interna continua aquecida, mesmo com o ritmo pequeno da taxa de crescimento do país”, resumiu.

Otimismo
Os números da pesquisa apontam um cenário otimista para as micro e pequenas empresas, de acordo com a coordenadora. “Os empresários continuam confiantes. Eles conseguem boa perspectiva de faturamento e percebem oportunidades, expandido os negócios”, pontua Carolina Xavier. A pesquisadora considera a baixa dependência do mercado externo como um trunfo das MPE. “As micro e pequenas empresas comparando com as grandes são menos dependentes do mercado externo. Então a crise em alguns países não as atinge tanto”, observa.

O aumento do consumo é outra leitura que pode ser feita com as informações disponibilizadas. “Os consumidores ainda fazem financiamento e estão adquirindo bens de maior valor. Hoje paga-se um carro em cinco anos. A diferença da prestação em relação ao valor dos antigos financiamentos há dois anos é aplicada no consumo”, exemplificou a coordenadora da pesquisa.

Gastos
A pesquisa também mostrou dados sobre o mercado de trabalho nas micro e pequenas empresas durante o 2º trimestre. De acordo com o estudo, no período, os pequenos negócios em linhas gerais tiveram em média cinco funcionários e um gasto de R$ 18.559 em despesas de pessoal. A indústria foi o setor que teve a maior quantidade de funcionários por empresa, 14 no total, e um gasto médio de R$ 45,9 mil com mão de obra.


Em relação a investimento em qualificação para os funcionários, 10% dos empresários investiram em cursos e 24,3% na compra de equipamentos e infraestrutura. Sobre as compras governamentais, 8% das micro e pequenas empresas disseram ter vendido para o governo no 2º semestre.
 
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