03 de setembro, de 2013 | 00:00
Usuários de drogas provocam transtornos na rodoviária
Falta de segurança no período noturno é a principal queixa dos usuários do terminal
IPATINGA Reclamações recorrentes recebidas pelo DIÁRIO DO AÇO dão conta da falta de segurança do Terminal Rodoviário de Ipatinga, principalmente no período noturno. O motivo da insegurança se deve aos moradores em situação de rua e usuários de entorpecentes que abordam funcionários e passageiros pedindo dinheiro para um lanche” ou para a compra de uma passagem”.
Um usuário frequente do terminal, que pediu para não ser identificado, disse que já foi abordado várias vezes no local. O cidadão conta que, após às 22h, o número de pessoas que dormem nos arredores do terminal é elevado e eles ocupam, inclusive, as áreas internas da rodoviária. Entre os pedintes, muitos apresentam estar sob efeitos de bebidas alcoólicas e outras drogas, e respondem com agressividade à recusa pelo pedido de dinheiro. Se você não dá pelo menos R$ 2 pode ser agredido. Já vi um tomando o celular de uma pessoa”, lamenta.
Roubos e intimidação são relatados também pelos profissionais que trabalham na rodoviária. Um taxista alega, por sua vez, que seus colegas de trabalho e ele se sentem menos inseguros por trabalharem há mais tempo no terminal e conhecerem quem normalmente faz as abordagens. Eles respeitam a gente só por nos conhecer. Mas, a falta de segurança é um problema aqui”, ponderou.
Administrador da rodoviária, Wagner Salles revelou que anteriormente havia seguranças - policiais reformados contratados para fazer a vigilância no entorno da plataforma. Agora, sem os profissionais, os funcionários dos guichês, são orientados a contatarem a polícia caso percebam um comportamento agressivo de alguma pessoa.
Salles pontuou que pretende verificar junto à Polícia Militar a possibilidade de uma viatura atender com exclusividade o terminal ou designar um policial para permanecer na área. Deveria ser uma ação conjunta entre a Prefeitura e a PM”, sugere. No local já existe um posto da PM, mas apenas para o apoio ao Registro de Eventos de Defesa Social (REDS) e boletins de ocorrência.
Prevenção
A 82ª Companhia da Polícia Militar é responsável pela segurança ostensiva no Centro de Ipatinga e bairros no entorno. O comandante, capitão Ademir Dias, destacou que ações são adotadas principalmente na região central da cidade, como forma de prevenir assaltos, furtos e arrombamentos. O oficial ressaltou que um volume constante de viaturas transita no Centro e um carro é designado para patrulhar somente a área central. Sobre a situação da rodoviária, Dias antecipou que pretende discutir a questão com a administração do terminal.
Atuar com usuários de drogas e a população em situação de rua já é um foco da Polícia Militar em conjunto com outros órgãos, como o Consep e a prefeitura. O que depende da Polícia Militar tem sido feito. Temos uma preocupação muito grande com a prevenção do crime”, enfatizou o comandante.
Ações
A Prefeitura de Ipatinga, por sua vez, informou sobre os programas adotados, ou em fase de implantação no município, destinados às pessoas em situação de rua, como ações que contribuem na redução de crimes cometidos por usuários de drogas e moradores em situação de rua. Entre eles está o trabalho da Associação Projeto Videiras, entidade que oferece acolhimento e abrigo noturno para a população que reside nas ruas. Outra ação efetiva em desenvolvimento pela administração municipal é a reestruturação do Serviço Especializado em Abordagem Social, que já funciona no Centro Especializado de Referência de Assistência Social (Creas), no bairro Iguaçu, e o serviço de atendimento ao migrante, que já encaminhou mais de 500 pessoas para as suas cidades de origem”, acrescentou o comunicado.
Além do convênio com o Projeto Videiras, a prefeitura ressaltou ainda que trabalha na implantação do Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro POP). O Centro funcionará como referência para estas pessoas durante o dia, com serviços de emissão de documentos, centro de convivência e acompanhamento psicossocial. O município estuda um local para instalação do equipamento.
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