07 de setembro, de 2013 | 00:00

Público lota leilão em Fabriciano

Detran promete novos leilões para a região até o inicio do próximo ano


FABRICIANO – Centenas de pessoas compareceram ao Leilão de Veículos Apreendidos em Coronel Fabriciano nessa sexta-feira (6), no ginásio do Clube Casa de Campo. Ao todo, foram colocados para arremate 484 veículos, entre carros, motos e sucatas. Oportunidade rara no município, as pessoas aproveitaram para adquirir carros, motos e sucatas a preços mais baixos. O próximo leilão previsto será no município de Santana do Paraíso, no mês de outubro, mas o Detran antecipou que, até fevereiro do próximo ano, novos leilões serão realizados.

Há vários anos, a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), não realiza leilões de veículos apreendidos. Por isso, os pátios se encontravam sobrecarregados de veículo, boa parte deles em estado avançado de deterioração. Mas desde julho passado, o Detran organizou leilões em Ipatinga e Timóteo, o que ajudou a desafogar os pátios. 

A delegada do Detran, Jacqueline Ferraz, explica que a atual administração do órgão percebeu a necessidade de dar saída a esse grande volume de veículos apreendido. “Numa parceria público-privada, o Detran adotou, então, a providência de proceder o leilão em todo o Estado, nos pátios credenciados, por isso esse é um processo que está ocorrendo em toda Minas Gerais”, ressaltou.

Os veículos são vendidos em duas condições: nas modalidades “recuperável” e “sucata”. No caso da sucata, por se tratar de veículo impróprio ao uso, a pessoa paga apenas a taxa do valor arrematado. No caso do veículo recuperável, aquele que pode voltar a rodar, a pessoa pagará a taxa no valor do arremate final, os dois últimos anos de seguro obrigatório, caso o tributo não tenha sido pago, e ainda a taxa de transferência da propriedade junto à delegacia de trânsito.

Jacqueline Ferraz esclarece que o fato de o leilão ser feito pela própria Polícia Civil, por meio do Detran, não gera porcentagens ou pagamentos de leiloeiros. “Não existe cheque caução, não existe comissão de leiloeiro, nós somos funcionários públicos e recebemos o salário, então nós já somos pagos para estar aqui”, garantiu.

Organização
Ainda conforme a delegada do Detran, os leilões foram organizados a partir de reuniões realizadas em Belo Horizonte com todos os parceiros, juntamente com os delegados regionais de trânsito e os chefes regionais de polícia, onde foi definido o procedimento padrão.  “Existe um procedimento operacional padrão que atende a Coronel Fabriciano e todo o estado e após essas reuniões estamos aqui para concretizar o que foi programado em Belo Horizonte”, reforçou.

Para o proprietário do pátio de Ipatinga e organizador dos leilões do Vale do Aço, Ricardo Bouzada, a iniciativa dos leilões é importante para desafogar os depósitos e evitar problemas de saúde pública com riscos de dengue. “Mas quando chega a data próxima do leilão, aparecem muitos carros com impedimento judicial, então ficou muito carro de fora e por isso vai dar uma esvaziada em parte. Com isso os veículos que ficaram de fora devem ser arrematados no próximo leilão”, acrescentou.

Silvia Miranda


Público Leilão


Arrecadação
A previsão do Detran é que o leilão em Fabriciano deve arrecadar cerca de R$ 800 mil e esse dinheiro, pago nas guias estaduais, é destinado a uma conta única do governo, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda. Parte do valor será repassado ao proprietário do pátio, conforme a delegada.

Ela acrescenta que o objetivo do órgão é dividir, com os delegados de trânsito local, a responsabilidade de agendamento dos leilões. “Provavelmente no próximo ano, a própria área territorial determinará essa periodicidade. Por enquanto, nós temos um calendário que está no site do Detran para atender a todos os pátios do estado de Minas Gerais ainda neste ano”, detalhou.
 

Oportunidade
A dona de casa Leidiane Teodoro Silva Vasconcelos, 25, adquiriu uma moto ano 2007, por R$ 1.650,00, depois de o marido ir ao pátio para conferir as condições do veículo. “Foi uma ótima oportunidade porque meu marido estava apertado e a gente precisava comprar uma moto, então valeu a pena sim”, opinou.

O lavrador José Magela do Carmo Viana, 48, também avalia que o leilão é uma boa oportunidade de compra. Ele admitiu ter se arrependido da compra por não ter visitado o pátio antes. “É uma boa oportunidade sim, porque tem muitos veículos que ainda podem circular e aqueles que não podem é possível aproveitar peças”, resumiu.
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