07 de setembro, de 2013 | 11:32

Grito dos excluídos reúne dezenas em Ipatinga

Manifestantes marcharam sob o tema: “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”


IPATINGA – No Dia da Independência do Brasil, manifestantes de diversas idades e locais se reuniram para o 19º Grito dos Excluídos. Com início previsto para as 8h desse sábado (7), o movimento começou sua marcha por volta das 9h, em frente ao camelódromo, no Centro, e percorreu as ruas da cidade. Com faixas, cartazes, apitos e canções, eles realizaram, de forma pacífica, mobilização que teve a juventude como destaque no tema: “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”.

Uma das organizadoras, Marleny Bonifácio destacou que 2013 é o ano em que a juventude está se organizando em termos políticos e fazendo acontecer. “Nos momentos em que foram chamados a participar e ajudar na organização eles estiveram presentes de maneira atuante. Esse momento é mais um espaço que temos para buscar a independência que tanto queremos”, avaliou.

Juventude
Entre os diversos temas abordados, a estudante Emile Daiane, de 21 anos, levou a sua pauta para o Grito dos Excluídos. “Vim pedir o fim da violência no Brasil. Precisamos de paz, só assim teremos um país melhor. Essa é a segunda vez que participo, vim com minha família e acredito que todos deveriam compartilhar desse momento”, disse.  Já Letícia Cristina, de 16 anos, cobrou melhores condições para a Educação, bem como o fim do extermínio de jovens. Por sua vez, Naiara Assis, do bairro Vila Militar, chamou atenção para a força dos jovens, que já tiveram um grande momento na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no Rio de Janeiro este ano. “A Pastoral da Juventude tem lutado pelo fim da violência no país e estamos lutando por isso, precisamos de paz e é importante que todos participem. Essa é minha 4ª participação aqui, local onde podemos gritar e mostrar que não estamos inertes”, destacou.

Para o padre da paróquia Sagrado Coração de Jesus, Geraldo Ildeo, embora o número de pessoas não tenha sido tão grande, a qualidade do ato foi representativa. “Aqui temos formadores de opinião e pessoas que poderão disseminar a ideia por onde forem. Acredito que o Grito deveria ocorrer em conjunto com o desfile cívico-militar, mas fica difícil devido ao envolvimento politico e de sindicatos, o que envolve muito interesse paralelo”, pontuou.

Grito
O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, e tenta chamar a atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão na sociedade brasileira, dos menos favorecidos. Eram uma atividade alternativa aos desfiles oficiais do Dia da Independência. As atividades são variadas e podem ocorrer com atos públicos, romarias, celebrações especiais, seminários, cursos de reflexão, blocos na rua, caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária, acampamentos e se estendem por todo o território nacional.

Origem
A organização nacional do movimento conta que o Grito dos Excluídos nasceu de duas fontes distintas. De um lado, teve origem no setor Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema “Eras tu, Senhor”, abordava o tema Fraternidade e Excluídos. De outro lado, surgiu da necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema: Brasil, alternativas e protagonistas.

 

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