15 de setembro, de 2013 | 00:00

Estacionamento irregular lidera notificações

Pelotão de Trânsito Urbano notificou, de janeiro a agosto deste ano, 11.704 infrações entre ocorrências de âmbito municipal e estadual


IPATINGA – O Pelotão de Trânsito Urbano notificou, de janeiro a agosto deste ano, 11.704 infrações entre ocorrências de âmbito municipal e estadual. O número é maior comparado ao mesmo período do ano passado, quando 9.316 pessoas foram autuadas. Os registros do mês de setembro já alcançam 685 infrações, anotadas entre os dias 1° e 10. A incidência é maior no Centro da cidade, onde o contingente da PM é mais constante.

Entre infrações que cabem multas aplicadas na esfera do Estado destacam-se a falta do uso de cinto de segurança, não portar documentação ou portar certificado de licenciamento vencido. As infrações no âmbito municipal referem-se ao comportamento do condutor (avanço de sinal, estacionamento e conversão de forma irregular).

Em primeiro lugar na lista aparece o estacionamento irregular (3.716), em seguida avanço de sinal (1.413), dirigir veículo utilizando-se de celular (1.285), e a falta do uso do cinto de segurança por parte do condutor (945). Outras infrações somam 4.345.

Conforme o subtenente José Dias de Oliveira, comandante do Pelotão de Trânsito Urbano de Ipatinga, esse aumento no número de notificações se deve à atuação iniciada em 2013 em via semaforizada para controlar avanço de semáforo, bem como o controle de faixa de pedestre. A chamada fiscalização itinerante conta com policiais em determinado local, de forma que estejam visíveis ao condutor, entretanto, explica o subtenente, quando ocorre a infração, por força de lei se faz a notificação de trânsito.

“Existe muita dificuldade no trânsito hoje pela evidência de que não há capacidade do poder público de efetuar a fiscalização. Se colocarmos o radar nas vias semaforizadas vamos alcançar um trânsito bem mais seguro e humano que temos hoje. Temos conversado com a Prefeitura para ver se conseguimos melhorar essa forma de fiscalização. A Guarda Municipal seria uma boa alternativa, mas demanda alguns detalhes como edital, recurso e uma formação de corpo de agente municipal, o que leva tempo, mas seria uma saída pra melhorar o trânsito”, resume.

Acidentes
Ao avançar o sinal vermelho, o condutor expõe os demais usuários da via a riscos como colisões e atropelamentos. O comandante do Pelotão de Trânsito Urbano observa que o semáforo e as placas de trânsito existem para disciplinar o uso de um espaço que é comum. Pedestre, ciclista, motocicletas “costurando de um lado para o outro”, veículos de passeio e de carga e até mesmo de propulsão animal circulam pela cidade.

“Quando se tem placas de sinalização e controle de semáforo é exatamente para disciplinar o uso educado do espaço público. Quando se avança um sinal está tirando o direito da pessoa de fazer aquela manobra em segurança, aumentando o risco de acidente, não só no avanço de semáforo, mas no uso de celular, que acarreta a falta de atenção e excesso de velocidade. A falta de atenção quase engloba todos os acidentes”, aponta o subtenente José Dias. 

 

Condição da via aumenta fator de risco

Bruna Lage


subtenente


O comandante do Pelotão de Trânsito Urbano de Ipatinga, subtenente Dias, destaca que a condição das vias no município é inadequada para a quantidade de veículos existente. Dias aponta que, em pesquisa feita, recentemente, a proporção para cada dois habitantes era de um veiculo automotor registrado circulando, com pouco mais de 120 mil veículos registrados.

O comandante salienta que as vias são antigas e poucas tiveram mudança substancial nos últimos anos. Duas rodovias federais cruzam o perímetro urbano, sendo elas a BR-381 e 458, que recebem grande volume de veículos pesados circulando dentro da cidade. “Mas o município não tem controle dessas vias, que permanece com o Dnit. Se a Prefeitura tivesse esse controle, poderia fazer reparos adequados, sinalização e controle melhor. Enquanto o Dnit não passa esse controle, estamos com rodovias dentro da cidade em más condições de uso e com muitos acidentes”, concluiu o subtenente José Dias de Oliveira. 

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