17 de setembro, de 2013 | 00:00

Terra arrasada após incêndio

Produtor reclama da falta de assistência e apoio de órgãos governamentais após incêndio que atingiu sua propriedade no Macuco


TIMÓTEO – A cada período de seca, moradores de áreas rurais enfrentam as mesmas incertezas de anos anteriores. Passado o susto de um incêndio que atingiu o bairro Macuco, recentemente, os moradores começam a se movimentar para tentar recuperar as áreas degradadas.

Comuns nessa época do ano, especialmente entre os meses de julho a dezembro, devido ao período de seca, as queimadas ameaçam plantações, fauna e flora. Neste período, nos últimos quatro anos, incêndios se repetem e ameaçam a produção do produtor rural Francisco Malaquias que há quase 30 anos vive do cultivo de bananas e cana de açúcar.

Na semana anterior um incêndio, considerado de grandes proporções, atingiu o sítio de Francisco, queimando grande parte do terreno. Iniciado de forma acidental, o fogo durou por aproximadamente seis horas e foi controlado pelos próprios agricultores.

Silvia Miranda


queimada Macuco


Ao perceber o início das chamas o produtor tentou conter o fogo, para que não alcançasse a plantação. “Assim que eu ouvi o barulho eu corri, mas não consegui conter porque ele se alastrava em uma velocidade muito grande. O local fica a uma distância de mil metros do meu quintal e com menos de uma hora, o fogo já tinha queimado tudo”, contou Francisco Malaquias.

O fogo durou cerca de seis horas e os moradores alegam que não tiveram ajuda de nenhum órgão. “Não tivemos ajuda de ninguém, nem a presença de bombeiros ou IEF, inclusive teve dois funcionários com uma prancheta anotando para saber quem pôs fogo para eles multar, mas foi só isso”, lamentou o pequeno produtor.

Os moradores usaram enxadas, foices e facões para improvisar um aceiro, serviço que se estendeu até às 23h. Agora eles se preocupam com o processo de recuperação da área, pois não há nenhum tipo de assistência ou orientação de órgãos ambientais.

Francisco Malaquias afirma que já são quatro anos seguidos de incêndios registrados. “Vamos tentar para ver se não vem mais fogo, onde já queimou quatro vezes vai ser difícil a recuperação da terra e isso infelizmente prejudica muito a nascente que, a cada ano vem secando mais. Nós utilizamos dessa água, mas queimando todo ano desse jeito, não teremos mais essa água”, cita.

Silvia Miranda


Francisco Malaquias

Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário