20 de setembro, de 2013 | 00:00

Mulheres sem medo de denunciar

Nova delegada em Fabriciano avalia que mulheres buscam atendimento quando precisam


FABRICIANO – Depois de assumir a Delegacia de Mulheres de Coronel Fabriciano e concluir a do departamento, a delegada Tereza Júlia do Nascimento, 26 anos, fala sobre os desafios e das primeiras análises da violência contra a mulher no município.
A delegada conta ainda que está agendada para a próxima semana a inauguração do cartório da Delegacia de Mulheres. No local, as vítimas terão com uma sala exclusiva para o atendimento de casos de violência ou ameaças. O horário de atendimento será de 8h30 às 18h30. Já para as representações existe um horário específico que atualmente é realizado na parte da manhã. Informações pelos telefones 3842-1066 ou 3842-1458. Confira a entrevista.

DIÁRIO DO AÇO- Como a senhora vai define esse trabalho a ser desenvolvido no município?
TEREZA JÚLIA DO NASCIMENTO – Há muito tempo a cidade pede por uma delegada, embora anteriormente delegados tenham assumido o cargo, haja vista que essa delegacia não é nova e continua a existir, mas agora nós teremos novamente uma mulher à frente do cargo. Eu vejo que a população está muito satisfeita, eu fui bem recepcionada pela comunidade, então eu acredito que será um trabalho muito bom.

DA – Sobre a realidade do município, a senhora já se inteirou da situação da violência contra a mulher?
TEREZA JÚLIA – Eu ainda estou me inteirando da realidade do município, mas eu posso adiantar que em Coronel Fabriciano as mulheres não têm medo de denunciar e comparecem à delegacia sempre que precisam. Temos vários atendimentos diários. Por uma análise superficial eu pude observar que existem muitos casos envolvendo ameaças e lesões corporais leves.

DA – Na opinião da senhora quais os maiores desafios à frente de uma delegacia que já recebeu diversos tipos de crimes contra a mulher?
TEREZA JÚLIA – O desafio mesmo é prestar um bom atendimento; um atendimento individualizado e humanizado para cada tipo de demanda porque não podemos generalizar, cada mulher é um caso separado, com uma necessidade específica. Então é preciso muita vontade e sensibilidade para desenvolver um bom trabalho.

DA – O que a senhora tem a destacar dos rigores da Lei Maria da Penha e dos casos onde a mulher agride o marido?
TEREZA JÚLIA – A Lei Maria da Penha foi criada em 2006 para ter um aspecto mais rigoroso a essas lesões que já existiam. Então a lei não trouxe crimes novos, ela só esta fazendo com que os crimes já existentes sejam coibidos de forma mais severa. Por exemplo, os juizados especiais não podem ser aplicados à Lei da Maria da Penha. Em relação ao homem agredido pela mulher, estes casos são tratados no juizado especial porque a Lei Maria da Penha não vale para o homem.
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