05 de outubro, de 2013 | 00:00

Greve dos bancários completa 16 dias

Os bancários fazem greve desde 19 de setembro por reajuste salarial de 11,93% e melhores condições de trabalho.


IPATINGA – O Sindicato dos Bancários de Ipatinga e Vale do Aço informou, nessa sexta-feira (4), que a greve da categoria ganhou mais adesões nos últimos dias. Dessa vez, funcionários da agência do Bradesco, no bairro Iguaçu, também decidiram cruzar os braços. Além de todos os bancos estatais da Região Metropolitana do Vale do Aço, unidades do HSBC, Mercantil do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco mantiveram as portas fechadas no 16º dia de paralisação.  

 

Os bancários fazem greve desde 19 de setembro por reajuste salarial de 11,93% e melhores condições de trabalho.  

 

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou, ontem, nova proposta aos empregados das instituições bancárias. Os bancos elevaram de 6,1% para 7,1% (aumento real de 0,97%), o índice de reajuste sobre os salários e para 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%), além de propor alta de 10% na parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cuja fórmula de cálculo será mantida.

Assembleias foram realizadas em todo o país no fim da tarde e início da noite de ontem para avaliar a proposta da Fenaban. 

 

Correios 

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deverá julgar na próxima terça-feira (8), o dissídio coletivo dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O dissídio foi pedido pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). Os funcionários dos Correios estão em greve desde o dia 17 de setembro e, para voltar ao trabalho, reivindicam aumento real de 15% sobre os salários, reposição da inflação de 7,13%, aumento linear de R$ 200, reposição de 20% de perdas salariais e jornada de 6h diárias para os atendentes.

 

Por outro lado, a proposta dos Correios é de reajuste de 8%, reposição salarial de 6,27%, ganho real de 1,7%, vale-extra de R$ 650,65 e vale-cultura. A empresa afirma que os trabalhadores têm benefícios médico-hospitalares e odontológicos pagos pela estatal.

Os serviços comprometidos pela paralisação são nas áreas de postagem, entrega e coleta de encomendas com hora marcada. Segundo os Correios, a rede de atendimento está aberta em todo o país, assim como o Sedex e o Banco Postal.
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