05 de outubro, de 2013 | 00:00

Mutirão para cirurgias eletivas

Cerca de dois mil procedimentos serão realizados num prazo de 12 meses


IPATINGA – Um mutirão será realizado para diminuir a fila de espera por cirurgias eletivas. Por meio de acordo firmado com o Hospital Márcio Cunha (HMC), o município realizará cerca de dois mil procedimentos num prazo de 12 meses. Para tal, serão investidos cerca de R$ 3 milhões.

A espera por tais cirurgias chegou ao conhecimento do DIÁRIO DO AÇO após relato de uma mãe, moradora do bairro Iguaçu, cujo filho de 3 anos sofre com uma hérnia no intestino.

Conforme o secretário de Saúde, Eduardo Penna, parte do valor terá contrapartida do município, principalmente nas consultas pré-operatórias e em alguns exames chamados de risco cirúrgico.

“É um grande avanço, porque evitamos que nosso cidadão tenha de se deslocar de Ipatinga para fazer cirurgias que consideramos de média complexidade, que podem ser feitas aqui e que certamente não eram feitas, até em função do valor da tabela SUS que não tinha atrativo nenhum e agora tem”, disse o secretário.

No caso da criança do bairro Iguaçu, que aguarda uma cirurgia de hérnia no intestino desde o mês fevereiro, Eduardo Penna destaca que o normal, quando os profissionais detectam um caso de urgência, é caracterizar essa necessidade no encaminhamento.

“Essa criança deveria ter sido operada, mas deu entrada hoje (4) no HMC e aguarda para saber se será operada ou não, dependendo do encaminhamento. Mas se caracterizar urgência, será feita a operação. Pedi uma sindicância para levantar o que ocorreu nesse caso e se era de urgência mesmo, porque não foi encaminhado com a devida urgência”, enfatizou.

O caso foi denunciado pela mãe, que desesperada, procurou o DIÁRIO DO AÇO na segunda-feira, 30 de setembro, para denunciar o que entendia como negligência no caso. Chorando muito e amparada por uma amiga, a mãe temia que o filho morresse a qualquer momento.

O secretário de Saúde de Ipatinga relata que esse problema ocorre porque que existe um gargalo na rede hospitalar da região. A expectativa é que, com a ampliação do Hospital São Camilo, mude esse cenário, pois muita coisa que é encaminhado de Fabriciano e Timóteo para o HMC, será mantido por lá, dando condições para que sejam atendidas demandas rotineiras dentro da capacidade de atendimento.

Eduardo Penna pontua que o processo de mutirão de cirurgias eletivas está sendo retomado, sendo que 1.700 estão aguardando atendimento há mais de dois anos. “O Ministério da Saúde tem uma política de financiamento das cirurgias eletivas e encontramos cirurgias feitas com recursos do próprio município ao invés do MS, algo em torno de R$ 500 mil”, detalhou.

Procedimentos
Serão realizadas cirurgias de varizes, de otorrino, ortopédicas, entre outras. “Além disso, fechamos contrato com duas clinicas de oftalmologia do município, onde vamos investir algo em torno de R$ 3,5 milhões para realização de cirurgias de catarata, em torno de 3 mil cirurgias nos próximos 12 meses”, citou.

 

Melhoria no atendimento

Eduardo Penna explica que, atualmente, existem cerca de 35 pacientes com acompanhantes que se deslocam diariamente para Belo Horizonte. A expetativa é que esse número seja reduzido em torno de 40%.

“Estamos num processo de reorganização do SAM, foco de muito problema devido à infraestrutura precária para atendimento, e algumas medidas vem sendo tomadas, principalmente no que diz respeito ao funcionamento do atendimento ao público a partir do mês que vem, onde funcionaremos durante todo o dia”, disse.

Além disso, destaca o secretário, está em fase final o processo de aquisição de 5 mil ultrassons, 3 mil exames de endoscopia, a um investimento de mais de R$ 2 milhões, haja vista a fila de espera de mais de 10 mil pedidos de exames.
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