03 de janeiro, de 2014 | 00:00
Capacidade ociosa de produção de aço no Brasil preocupa
Para o IABr, a solução para a indústria brasileira está no crescimento do mercado doméstico
DA REDAÇÃO - O Instituto Aço Brasil (IABr) prevê que a produção de aço bruto no Brasil deva ficar estagnada em relação a 2012. A entidade, que congrega as principais siderúrgicas do País, estima que serão produzidas 34,5 milhões de toneladas neste ano. Considerando que o parque brasileiro tem capacidade para produzir 48,9 milhões de toneladas de aço, o nível de ociosidade da siderurgia brasileira deve ficar em 14,4 milhões de toneladas. Este número equivale à capacidade de produção anual de aproximadamente três usinas da Usiminas, em Ipatinga, somadas.
Para o IABr, uma vez que que diversos países ainda sofrem os efeitos da crise econômica mundial e que há excesso de 600 milhões de toneladas de aço no mercado internacional, a solução para a indústria brasileira do aço está no crescimento do mercado doméstico. Para tal, segundo a entidade, é preciso que sejam concretizados os investimentos em infraestrutura e que sejam adotadas medidas efetivas para desonerar os custos de produção dos produtos brasileiros. A carga tributária elevada torna os produtos fabricados no País caros e em condições desfavoráveis para competir com os produzidos em outros países.
Acho que o Brasil deve se inspirar nos Estados Unidos, que é a economia mais aberta que existe. Lá, existe o Buy American (Compre América), em que todo empreendimento construído com financiamento público dever ter uma parcela de conteúdo nacional. Precisamos ter um Buy Brazilian (Compre Brasil). É inadmissível, por exemplo, que quatro estádios da Copa do Mundo em Manaus, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza consumam mais de 13 mil toneladas de aço importado. Em resumo, o Brasil precisa responder para si mesmo: queremos ter uma indústria de base forte ou não?”, questiona o presidente do IABr, Marco Polo de Mello Lopes.
As importações de produtos siderúrgicos deverão ser de 3,8 milhões de toneladas em 2013, queda de apenas 0,5% em relação a 2012. A previsão anterior do Instituto Aço Brasil era de que cairiam 14,4% este ano. Já as importações indiretas de aço (contido em bens como máquinas e veículos automotores) também aumentaram (17,4%) e alcançaram 4,7 milhões de toneladas de janeiro a outubro de 2013. Devem fechar o ano em 5,7 milhões de toneladas, um recorde.
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