03 de janeiro, de 2014 | 00:00

Presidentes de Aciapi e CDL vislumbram um ano promissor

Luís Henrique e Cláudio Zambaldi citam comércio informal como desafio a ser superado



IPATINGA – Com o encerramento do ano de 2013, os presidentes da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luís Henrique Alves e Cláudio Zambaldi, respectivamente, fizeram um balanço do período à frente das entidades. Empossados no mês de julho, os dirigentes vislumbram para 2014 um ano melhor em relação ao que terminou.

Os representantes das entidades participaram, em 2013, de várias discussões como a retomada do sistema de monitoramento eletrônico ‘Olho Vivo”, e da revisão do Plano Diretor de Ipatinga, bem como da iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerias (Fiemg), que elaborou um caderno de oportunidades para a prestação de serviços nas obras de duplicação da BR-381. Conforme Luís Henrique Alves, as entidades buscaram, desde a sua posse, parceria com os Poderes públicos municipal e estadual.

“Estivemos reunidos com a prefeita (Cecília Ferramenta, PT) assim que tomamos posse e colocamos a entidade à disposição. Esse gesto gerou uma participação mais ativa no Plano Diretor e também no Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) metropolitano, com a apresentação dos temas aos nossos associados. Então, a entidade tem buscado sempre participar das ações dos governos estadual e municipal”, destacou.   

Wôlmer Ezequiel


luís henrique


O presidente da Aciapi acrescenta, ainda, que a entidade buscou apoio junto ao governo de Minas para a retomada do sistema Olho Vivo. Apesar de as câmeras ainda não terem sido religadas, Luís Henrique espera que em 2014 a situação seja resolvida. “Precisamos continuar discutindo isso, reativar o sistema é um anseio da classe empresarial e de toda a comunidade”, pontua.     

Informalidade

Para 2014, Cláudio Zambaldi e Luís Henrique apontam o comércio informal como um desafio a ser superado. Nos últimos anos, o tema tem sido muito debatido entre a classe empresarial, devido à venda de produtos nas ruas e calçadas sem o devido recolhimento de impostos. “Temos cobrado muito uma solução para essa questão, pois as calçadas estavam sendo tomadas por diversos ambulantes, interferindo no comércio formal”, apontou Claúdio Zambaldi.

Por sua vez, Luís Henrique parabenizou a prefeitura pela retirada de vendedores informais nos últimos meses. “Não somos contra a pessoa trabalhar, mas tem que ter um lugar correto, ser feito da maneira correta. Acreditamos que a coisa ficando desorganizada não é bom pra ninguém, porque o pedestre sofre, o lojista sofre e é ruim pra todo mundo”, acrescentou.

Cenário econômico melhor em 2014

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Cláudio Zambaldi observa que, desde julho, mês da posse, 2013 foi um ano regular. Conforme explicou, nos últimos cinco anos os empresários começaram a ter quedas, principalmente, no setor industrial e depois na construção civil, resultando um comércio com inclinação negativa em relação aos anos anteriores, principalmente se comparado a 2008, considerado por ele como “muito bom”.

“De lá pra cá, o comércio teve um declínio. No entanto, percebemos que os empresários têm se readaptado. Não podemos mais olhar para trás, temos de olhar para frente adaptando nossas empresas a realidade do mercado local. Hoje percebemos que o comerciante está um pouco mais otimista. Eles têm pegado um produto que o cliente quer e estocado da maneira que as vendas têm acontecido”, pontuou.

Bruna Lage


claudio zambaldi


Zambaldi pondera que 2014 não será ainda um dos melhores anos, mas deverá apresentar pontos positivos em relação a 2013, considerando o fato de a Usiminas ter sinalizado lucro nos últimos meses, o que é uma resposta positiva ao mercado e influencia nos resultados do comércio. “Acredito que o primeiro semestre seja de cautela, onde teremos interferências como a eleição e a Copa do Mundo de Futebol, o que o tornará conturbado. Mas acreditamos que no segundo semestre o mercado dê uma reagida e colhamos melhores frutos que 2013 e 2012”, avaliou. 

Luís Henrique, presidente da Associação Comercial de Ipatinga, salienta que a perspectiva é melhor, embora o comércio ainda não esteja no patamar esperado. O dirigente espera um 2014 melhor que o ano anterior, onde a Usiminas possa se recuperar e essas obras de infraestrutura sejam realizadas na região, pois são fundamentais para alavancar a economia regional. “Temos um enigma em nossa cabeça que é a Copa do Mundo, que não deixa de ser uma preocupação, mas ao mesmo tempo uma oportunidade se o município se preparar, podendo colher frutos disso, mas não sei em que pé está essa situação, referindo-se ao fato de o município vir a abrigar uma seleção estrangeira. Estamos à disposição para colaborar e a associação comercial é parceira e quer participar não somente da parte empresarial, como das discussões da sociedade como um todo, pois sabemos que reflete em nosso dia a dia”, concluiu Luís Henrique.
 
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