04 de janeiro, de 2014 | 00:00

Central de simulação pode ser opção para a formação de novos condutores

Exigência de equipamento no processo de aprendizagem de novos motoristas provoca alvoroço


IPATINGA – Os Centros de Formação de Condutores (CFCs) do município ainda não contam com um simulador de direção, equipamento que se tornou obrigatório a partir deste ano por meio de resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para aprimorar a formação de novos condutores. Presidente da Associação das Autoescolas de Ipatinga, Alexandre Figueiredo diz que, por se tratar de um aparelho caro, orçado em R$ 40 mil, a expectativa dos CFCs no município é a instalação de uma central de simulação compartilhada.

Pela nova regra, em vigor desde 1º de janeiro, quem pleiteia a habilitação na categoria B deverá ter cinco aulas de treinamento com o simulador, após a conclusão das aulas teóricas. Somente após treinar no equipamento, com aulas de 30 minutos cada, é que o aluno fará as aulas de direção nas ruas.

O uso do simulador não reduz a quantidade das demais exigências para a retirada da Carteira Nacional de Habilitação. Permanece a cobrança de 45 aulas teóricas e mais 20 aulas de rua, com 50 minutos cada.

O Contran determinou que os CFCs somente poderão utilizar simulador de direção previamente certificado e posteriormente homologado pelo Denatran, que será responsável pela fiscalização do cumprimento dos requisitos definidos.

A demanda pela compra dos aparelhos é alta em todo o país e sobrecarregou as empresas credenciadas a fornecer esse equipamento. “Não há simuladores para distribuição imediata”, lamenta Alexandre Figueiredo, proprietário de uma autoescola em Ipatinga que leva o seu nome.

Figueiredo é contra a obrigatoriedade do simulador. Isso porque, conforme argumenta, o índice de acidentes com os carros de autoescolas é mínimo e, também, porque a falta de educação no trânsito se deve a outros fatores. “O que traz segurança é o respeito à lei. O trânsito no país não é inseguro por falta de aprendizado, mas pela mentalidade do condutor brasileiro”, opinou.

Com preço médio de R$ 40 mil, o simulador de direção também exige uma manutenção mensal de R$ 1,7 mil. Os valores devem pesar no bolso de quem abriu o processo de habilitação na categoria B em 2014. O proprietário da Autoescola Alexandre calcula que cada aula no aparelho não sairá por menos de R$ 45, valor superior às aulas de rua, que têm preço médio de R$ 35. Com isso, os pacotes vendidos na faixa de R$ 850 devem decolar.

A expectativa dos proprietários dos CFCs agora, pontua o dirigente, é a instalação de um central de simulação compartilhada em Ipatinga, com pelo menos cinco aparelhos. Isso reduziria o preço mais alto repassado ao cliente em até 50% (nas aulas realizadas no aparelho).

Sindicato
O assunto já é tratado pelo Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais (Siprocfc-MG). Presidente da entidade, Rodrigo Fabiano da Silva ressaltou ao DIÁRIO DO AÇO que o sindicato pretende locar imóveis nas cidades do Estado onde houve demanda (inclusive no Vale do Aço), capacitar profissionais e fornecer simuladores a um preço mais acessível.

O uso compartilhado do simulador fora da sede do CFC foi autorizado pela Portaria 1.604/13, publicada pelo Detran-MG no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, no dia 28. “Todas as empresas serão atendidas. Haverá solução para os CFCs localizados em cidades menores também. Para isso, já estou enviando hoje (ontem) um ofício ao Detran-MG, pedindo mais esclarecimentos sobre a Portaria”, declarou.

A ideia é que todos os CFCs façam a gestão de seus alunos por meio de um site e que paguem apenas pelas aulas utilizadas e não pelo aparelho. Isso vai diminuir os custos financeiros dos CFCs. O sistema de comodato vai permitir que a empresa fabricante dos simuladores forneça o equipamento e os CFCs paguem apenas o que utilizarem em número de aulas. Para os municípios pequenos, o intuito é ter um simulador móvel, que percorra as cidades por um ou dois dias.

Os CFCs têm pouco tempo para instalar o aparelho, já que a obrigatoriedade das aulas no simulador é imprescindível para a emissão da CNH.
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