07 de janeiro, de 2014 | 00:00
Técnicos apontam imóveis danificados pelas chuvas
Ação de emergência abordou os bairros Vila Celeste, Esperança, Bom Jardim, Limoeiro, Vila Militar, Bethânia e Iguaçu
IPATINGA - Após quatro dias de trabalho, percorrendo os locais mais atingidos pela chuva do final de ano, geólogos ligados ao governo federal encerraram, nessa segunda-feira (06), os levantamentos emergenciais realizados em Ipatinga. Em uma análise preliminar de imóveis e áreas danificadas, os especialistas detectaram que deslizamentos de terra e pontos de inundações são as ocorrências mais comuns em períodos chuvosos no município.
De acordo com Adriana Gomes de Souza, geóloga do escritório da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), contratada pelo Ministério de Minas e Energia, a ação de emergência” foi desenvolvida em áreas críticas localizadas, principalmente, nos bairros Vila Celeste, Esperança, Bom Jardim, Limoeiro, Vila Militar, Bethânia e Iguaçu. De início, pudemos identificar alguns casos de soterramento parcial de residências, imóveis trincados e com estruturas comprometidas, que inviabilizam o retorno das famílias desabrigadas para as casas”, constata.
O diagnóstico das áreas críticas em Ipatinga foi acertado pela prefeita Cecília Ferramenta (PT), durante encontros com ministros e a presidente Dilma Rousseff (PT), e foi antecipado pelos técnicos do governo federal por causa da situação de precariedade de alguns locais.
A profissional explica que ainda não é possível fazer um detalhamento estatístico do levantamento realizado em Ipatinga. Até aqui fizemos visitas pontuais e percorremos exclusivamente as áreas mais críticas, que colocam em risco a vida de pessoas. Mais adiante, será possível apontar com maior precisão os casos que necessitam de intervenções e qual a melhor maneira de realizá-las”, argumenta.
Durante as visitas, os geólogos da CPRM identificaram as situações mais críticas, realizando o georeferenciamento dos imóveis e a descrição técnica das condições de habitabilidade. A partir daí, essas áreas passam a ser monitoradas e irão embasar a elaboração de um plano de setorização das áreas de riscos do município. Ipatinga está na lista de 350 cidades que serão priorizadas pelo governo federal este ano para receber o estudo pormenorizado da situação de riscos geológicos”, finaliza Adriana Souza.
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