08 de janeiro, de 2014 | 00:00

Ensino superior registra alta nas mensalidades

Para fazer Medicina, por exemplo, é preciso desembolsar pelo menos R$ 52,5 mil por ano


DA REDAÇÃO – Alcançar um diploma de nível superior na região custa caro, e tem valores a perder de vista. Sem um financiamento ou bolsa de estudos, pode ser difícil encaixar o investimento da sonhada graduação no bolso. O DIÁRIO DO AÇO constatou que há cursos oferecidos nas principais instituições particulares do Vale do Aço com variação de 73%, por exemplo. Os dados sinalizam para um planejamento rigoroso de custo-benefício do futuro universitário.

O site de pesquisas Mercado Mineiro divulgou, recentemente, um levantamento das mensalidades cobradas por faculdades particulares no estado. A pesquisa consultou 23 estabelecimentos de ensino superior na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com foco no preço mensal que deverá ser pago pelos alunos em 2014.

Na capital mineira, o curso que apresentou maior elevação nos preços foi Engenharia Civil, com acréscimo de 11,64%. Quem ingressou nessa área no ano passado gastou, em média, R$ 1.021,13 por mês. Em 2014, quem se matricular no curso pagará, em média, R$ 1.140,02.

O curso de Medicina é o mais caro de BH, conforme a entidade. No ano passado, quem estudava Medicina tinha que desembolsar, em média, R$ 4.572,60 por mês. Este ano, o Mercado Mineiro constatou que o curso subiu para aproximadamente R$ 5.035,04, representando um aumento de 10,11%.

Por sua vez, o curso de Publicidade e Propaganda, bastante procurado em Belo Horizonte, sofreu aumento de 9,94%. Por lá, a mensalidade variou de R$ 796,13 em 2013, para R$ 875,23 no semestre letivo que será iniciado.

Região
Embora a pesquisa contemple somente a capital, os preços elevados também se refletem nos cursos mais procurados da região. Por meio de consulta nos site das principais faculdades e centros universitários instalados no Vale do Aço, é possível verificar que a variação é considerável nas mensalidades cobradas.

O destaque é o curso de Engenharia de Produção, área com turmas lotadas em estabelecimentos particulares. O DIÁRIO DO AÇO calculou uma variação de cerca de 73% nos preços cobrados para essa área de estudo. O curso pode ser encontrado com uma mensalidade mínima de R$ 614,52, indo até R$ 1.060,90, no período noturno. No matutino e vespertino, é possível encontrar os menores valores.

O curso de Engenharia Civil tem caso semelhante. A oferta mais baixa é de R$ 683. A mensalidade mais alta ultrapassa os R$ 1 mil. Já Arquitetura e Urbanismo variam entre R$ 994,70 e R$ 1.140, aproximadamente. Direito tem valores a partir de R$ 796, e também pode ultrapassar a casa dos mil reais. Na área de Comunicação Social, o curso de Publicidade e Propaganda e o curso de Jornalismo custam, em média, R$ 829,82. Na Saúde, Enfermagem oscila entre R$ 646,49 e R$ 809.

O curso de Medicina é o mais dispendioso, valendo este ano R$ 4.375 por mês. Já para quem deseja ser professor do ensino básico, os cursos de licenciatura são os mais baratos. A exemplo da Pedagogia, que na modalidade presencial pode ser encontrado com preço médio entre R$ 500 e R$ 600.


 

Prouni tem inscrições
na próxima semana

 

Opções para quem não pode custear as altas mensalidades são o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), iniciativas do governo federal. O Fies é destinado a financiar o curso superior de estudantes matriculados em instituições particulares. A contratação do financiamento pode ser consultada junto ao setor competente na instituição de ensino.

As inscrições para o ProUni deverão ser abertas na próxima segunda-feira (13) e poderão ser feitas até a sexta-feira seguinte (17). A previsão de data é do Ministério da Educação (MEC). O ProUni é destinado aos estudantes que querem concorrer a bolsas de estudo em instituições particulares de educação superior.

Pode participar o candidato que tenha feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido no mínimo 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter tirado zero na redação e precisa ter cursado todo o ensino médio na rede pública ou conseguido bolsa integral em escola particular.
 
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