09 de janeiro, de 2014 | 00:00

Queda na produção industrial

Vendas internas de aços planos também apresentaram redução no ano passado


IPATINGA - O resultado negativo da produção industrial de novembro sobre outubro foi acompanhado por 14 dos 27 ramos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nessa quarta-feira (8), a Pesquisa Industrial Mensal. O levantamento destacou a queda da indústria de veículos automotores, de 3,2%, como uma das que mais influenciaram a retração mensal de 0,2%. Dados do Instituto Aço Brasil apontam que a indústria desse segmento no país fechou novembro operando com apenas 67% de sua capacidade instalada. Este número é inferior à média mundial, que é de 75%.

A indústria de veículos automotores teve em novembro o segundo resultado negativo seguido e, em apenas dois meses, acumula queda de 6,6%. Na soma de agosto e setembro, o setor cresceu 9,1%. A produção brasileira de aço bruto em novembro de 2013 foi de 2,7 milhões de toneladas, queda de 2,8% quando comparada com o mesmo mês em 2012. Com esses resultados, a produção acumulada em 2013 totalizou 31,5 milhões de toneladas de aço, redução de 1,4% sobre o mesmo período de 2012.

Conforme o Instituto Aço Brasil, as vendas internas de aços planos – segmento de atuação da Usiminas – apresentaram queda desde agosto, quando foram comercializadas 1,084 milhão de toneladas. Em setembro, as vendas desceram para 1,058 milhão de toneladas. Em outubro, caíram um pouco mais: 1,045 milhão de toneladas. Já em novembro, as vendas ficaram abaixo do patamar de um milhão de toneladas e chegaram a 997 mil toneladas. As importações indiretas de aço (contido em bens como máquinas e veículos automotores) também aumentaram (17,4%) e alcançaram 4,7 milhões de toneladas de janeiro a outubro de 2013.

Setores
Outros setores que pesaram para a queda mensal sobre outubro foram máquinas e equipamentos (-3%), edição, impressão e reprodução de gravações (-5,3%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-16,0%), indústrias extrativas (-3,1%) e produtos de metal (-3,4%). Em sentido inverso, a indústria farmacêutica foi a que mais freou a queda, com alta de 9,6%. A indústria de refino de petróleo e produção de álcool subiu 4% e também teve papel positivo, assim como a de outros produtos químicos (3,3%) e a de metalurgia básica (3,1%). A de alimentos, com alta de 0,5%, também está nesse grupo.

Na comparação com o mês de novembro de 2012, 15 dos 27 ramos tiveram aumento da produção, assim como a taxa geral, que subiu 0,4%. Com a expansão na produção de gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis, a atividade com a mais forte influência positiva foi a de refino de petróleo e produção de álcool, com 10,8%.

Os ramos de outros produtos químicos (alta de 5,3%), máquinas e equipamentos (elevação de 4,7%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (crescimento de 15,8%) também se destacaram. Entre os produtos que mais contribuíram com a demanda estão os ligados à atividade agrícola: herbicidas, inseticidas para uso agrícola e máquinas para colheita.

 

Setor automobilístico
vendeu menos em 2013


A venda de veículos caiu 0,91% em 2013 na comparação com o ano anterior, conforme balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O estudo leva em consideração a comercialização de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Este resultado interrompe uma sequência de recordes nos últimos dez anos e representa o pior resultado desde 2003, quando o mercado apresentou baixa de 2,5%.

Na comparação entre 2012 e 2013, houve queda de mais de 34.600 veículos comercializados. O volume de carros vendidos, principal item no indicador, teve retração de 1,6%, mesmo contando com alíquota mais baixa do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que voltou a subir no primeiro dia do ano.

Para 2014, a Fenabrave prevê um período cauteloso para o mercado de automóveis. As projeções indicam uma ligeira alta de 0,29% no número de veículos emplacados, em um cenário econômico favorável, ou uma queda de 3,24% no caso de a economia sofrer com risco de maior volatilidade na cotação do dólar e a necessidade de medidas rígidas para manter a inflação sob controle.

 
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