09 de janeiro, de 2014 | 00:00

Queda no número de clientes preocupa donos de autoescola

Candidatos estão inseguros com inadequação à obrigatoriedade do simulador de direção


IPATINGA – A obrigatoriedade de passar pelo simulador de direção para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) completa nove dias. Sem o aparelho, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) de Ipatinga já registram queda no número de clientes que pleiteiam a habilitação na categoria B. Presidente da Associação das Autoescolas de Ipatinga, Alexandre Figueiredo estima uma redução de 30% na procura pelos pacotes de aulas em janeiro.

A insegurança dos candidatos à habilitação se deve ao fato de que no município ninguém se adequou à Resolução 444/2013, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), e o ajuste deverá demorar. Os CFCs apontam que o aparelho de simulação exigido pela norma é caro e custa cerca de R$ 40 mil, com manutenção mensal de R$ 1,7 mil.

E a aquisição imediata devido à alta demanda no território nacional não é possível. No país só há quatro empresas homologadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). São elas: Iessa, ProSimulador, Real Drive e Real Simuladores. Esses fabricantes pedem um prazo mínimo de 90 para a entrega.

Na sexta-feira (9), proprietários de autoescolas do Vale do Aço, assim como outros do estado, participarão de uma reunião na sede do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais (Siprocfc-MG), em Belo Horizonte. Na oportunidade será discutido junto aos representantes das quatro empresas que fabricam os simuladores o melhor custo-benefício para a aquisição dos aparelhos.

Como já divulgado pelo DIÁRIO DO AÇO, a intenção é instalar no município uma central de simulação compartilhada, com pelo menos cinco aparelhos que possam ser usados por cada autoescola. Alexandre Figueiredo reforça que, sem essa estrutura, somente as cinco aulas de 30 minutos no simulador custarão em Ipatinga uma média de R$ 250.

Por mês, pelo menos 1.000 candidatos à CNH passam pelas provas de legislação em Ipatinga, calcula o presidente da associação. Mas esse número deverá cair nos próximos meses. “Eu tenho uma boa expectativa com essa reunião e acredito, além disso, que alcançaremos um prazo de pelo menos três meses para nos adequarmos”, pontua Alexandre Figueiredo.

A assessoria de Comunicação do Siprocfc-MG ressaltou, por telefone, que nos próximos dias a entidade também se reunirá com representantes do Detran-MG para mais esclarecimentos sobre a Portaria n.º 1.604, que autoriza o uso compartilhado do simulador fora da sede das CFCs. O sindicato reconheceu que a categoria tem dúvidas sobre o assunto.

Um encontro de trabalho entre os proprietários de CFCs mineiros, também deverá ocorrer na última semana de janeiro para tratar, exclusivamente, do tema simulador de direção.

Brecha
A imprensa estadual divulgou, ontem, que em razão de as autoescolas ainda não terem se adaptado à lei, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) atropelou a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), permitindo que os alunos comecem as aulas práticas na rua antes mesmo de concluir as de simulação.

A decisão teria partido de um acordo verbal entre o órgão federal e os Departamentos de Trânsito (Detrans) estaduais, segundo o chefe da Divisão de Habilitação do Detran mineiro, Anderson França Menezes. Contudo, o candidato não ficará livre do simulador e deve passar por ele antes de concluir o processo.
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