12 de janeiro, de 2014 | 00:00

Irmãos pianistas de Ipatinga iniciam carreira internacional

Falta de apoio e patrocínio é dificuldade para promoção da carreira dos adolescentes


IPATINGA – A música é a grande paixão e motivação de uma família do bairro Bom Jardim. A aptidão pelos instrumentos musicais foi passada dos pais para os filhos que, em 2013, disputaram e venceram os principais concursos de piano no Brasil. Neste ano, eles iniciam carreira internacional, participando de um concurso em Nova Iorque (EUA). Mas as despesas financeiras têm sido um dos obstáculos para a consolidação da carreira destes jovens.

Jenifer Alexandra Gomes Rodrigues Pereira e Jordan Alexander Gomes têm apenas 14 e 12 anos, respectivamente, mas já se apresentaram em diversas cidades brasileiras, em concursos e festivais de música. Belo Horizonte, Uberlândia, Vitória (ES), Curitiba (PR), Vassouras (RJ), São Paulo e Ituiutaba (MG) são algumas das cidades por onde eles passaram no último ano.

Os irmãos pianistas foram influenciados pela música clássica com apenas seis anos de idade, quando assistiam aos ensaios do pai e da mãe, na Igreja Batista. “Nós já nascemos envolvidos com a música, meu pai tinha uma banda na igreja e desde pequenos nós começamos a acompanhar os ensaios e a ter interesse musical”, conta Jenifer Alexandra.

Silvia Miranda


irmãos prêmios


Os irmãos então foram matriculados em uma escola de música de Ipatinga e aprenderam não só as técnicas do piano, mas de outros instrumentos como bateria, trompete, flauta doce e teclado.
Porém, foi no piano que eles desenvolveram mais habilidades. Em 2009, começaram a participar de concursos no estado de Minas Gerais e logo na primeira participação, no município de Uberlândia, Jenifer conquistou o primeiro lugar e Jordan ficou em segundo.

Premiações
Além de participarem em categorias distintas, quando há critério por idade, os irmãos competem também de forma conjunta, na categoria quatro mãos. Em 2012, Jordan recebeu o primeiro lugar na categoria infantil do Concurso de Piano Lorenzo Fernandez e, também, os prêmios de revelação e de melhor intérprete de música clássica. Em 2013, conquistou o primeiro lugar solo no 20º Concurso de Piano Abrão Calil Neto e a quatro mãos no concurso Latino Americano Rosa Mística. O garoto conquistou ainda, o primeiro lugar no Concurso Nacional Villa-Lobos, realizado em Vitória.

Atualmente com 14 anos, Jenifer já foi premiada em 3 edições do concurso de Piano Cora Pavan Caparelli, concurso de Piano Edna Basseti Habith, concurso de Piano Souza Lima e no concurso de Piano Lorenzo Fernandez. Foi finalista no concurso Virtual promovido pelo pianista Lang Lang em 2012. Em 2013 conquistou o primeiro lugar no 20º Concurso de Piano Abrão Calil Neto no piano solo e a quatro mãos e do concurso Latino Americano Rosa Mística.

Silvia Miranda


família músicos


Mas Jenifer define sua relação com a música clássica como sendo mais de prazer do que competição. “Quando nós estamos na competição, o nosso foco nem sempre são os prêmios e sim tentar levar as pessoas a ter um prazer em escutar a música e também ganhar a experiência para o futuro, para quem sabe um dia tocarmos em grandes teatros e nos tornarmos músicos profissionais”, espera.

Nova Iorque
Em 2014, os irmãos iniciam carreira internacional. Jordan está de malas prontas para Nova Iorque no fim deste mês, onde participa de uma competição no Carnegie Hall. O festival está marcado para 1º de fevereiro. “Estou focando na música que eu vou tocar e treinando mais horas por dia, cerca de duas e meia. E esta será uma oportunidade muito boa, para aprendizado, tocar em grandes teatros será uma experiência muito boa”, destaca Jordan.

Condições financeiras limitam competições

O pai dos irmãos pianistas, Alessandro Rodrigues Pereira conta que, a cada competição e festival, a família acumula muitos gastos com inscrições, passagens e hospedagens. Como ainda são jovens, os prêmios ainda não são em dinheiro e nem mesmo suficientes para cobrir os custos. “Isso tudo tem trazido problemas na hora de administrar nossas finanças, vivemos o dilema de como dar essa oportunidade para eles e ao mesmo tempo colocar dentro do nosso orçamento, então isso tem sido uma batalha diária”, definiu.

O pai aposta no potencial dos filhos e ressalta a capacidade deles de participarem de grandes eventos. A família já tentou patrocínio com algumas empresas da região, mas até agora não obtiveram um retorno positivo. “Eles têm correspondido a todas as expectativas, tem se destacado nacionalmente por isso, a gente espera conseguir algum apoio porque nós até chegamos a cogitar a possibilidade de parar com esses projetos, mas ainda temos esperança de poder concretizá-los”, finalizou.
 
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