16 de janeiro, de 2014 | 00:00

Micoses são mais comuns no verão

População deve ficar atenta com a procedência da água utilizada nas piscinas


FABRICIANO – As pessoas que procuram clubes e lagoas neste verão para se refrescar do calor devem tomar cuidado com as doenças típicas desta época do ano, como as micoses. A Superintendência Regional de Saúde (SRS) também alerta para os casos de leptospirose, diarreia e dengue. 

A alta temperatura, umidade, terra, areia e uso de ambientes públicos são fatores determinantes para o aparecimento das micoses superficiais, que são afecções causadas por fungos, geralmente na superfície da pele, cabelos e unhas. Esses fungos são encontrados no solo, nos animais e no homem. Sua transmissão ocorre por contato direto ou através de objetos contaminados. 

Técnico referência em Vigilância em Saúde Ambiental da SRS, Eder Silva orienta que em caso de visitas a clubes aquáticos, as pessoas devem procurar informações sobre a procedência da água e o tipo de tratamento adotado. “Geralmente os clubes fazem a captação da água utilizada para o uso do local, mas é importante que esta água passe por algum tipo de tratamento”, alerta.

Cada município tem a responsabilidade de realizar o controle e inspeção dos clubes, porém, com a orientação da SRS. “Os municípios já estão preparados para esse trabalho e a superintendência monitora esse serviço, no caso de alguma emergência o órgão dá o apoio necessário a esses municípios”, explicou Eder Silva.

Tratamento
O tratamento das micoses superficiais deve ser orientado por médico e varia conforme o local afetado, além do estado geral do paciente. “A orientação é que se a doença aparecer, a pessoa deve procurar um dermatologista ou uma unidade básica de saúde para receber o tratamento adequado”, orientou o técnico.

A micose superficial não tratada pode se espalhar por todo o corpo, o que pode ser prevenido com o tratamento adequado e precoce.

Silvia Miranda


Contato com água


Doenças provocadas pelo contato com água da chuva podem ficar encubadas até 30 dias

Eder Silva, técnico referência em Vigilância em Saúde Ambiental, conta também que desde o fim do período de chuva a Superintendência de Saúde está em alerta para as doenças causadas pelo contato com a água da chuva como leptospirose e a dengue. “Nós tivemos um período de chuva que atingiu muito os três principais municípios da região e com isso ficamos em alerta, pois ainda podem ocorrer muitos casos de leptospirose e dengue”, advertiu.

A gerente de vigilância em saúde de Coronel Fabriciano, Amanda Lacerda, informa que algumas doenças podem ficar encubadas por até 30 dias, após o período chuvoso. “Então após esse período algumas pessoas podem começar a sentir dor de cabeça, febre alta, dor no corpo, diarreia, vômito e em alguns casos mais graves apresentar sangramento”, informou.

Para Amanda Lacerda esses casos devem ser tratados com um olhar diferenciado dos profissionais de saúde, principalmente nas pessoas que tiveram o contato direto com a água da chuva. “Os profissionais já foram orientados para ficar atentos às pessoas com esses sintomas que podem ser confundidos com alguma virose. Em caso de suspeita de leptospirose ou uma hepatite, sempre é preciso fazer a notificação”, alertou.
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