19 de janeiro, de 2014 | 00:00

Casos de conjuntivite aumentam no verão

Oftalmologista afirma que incidência da doença cresce, em média, 30% no período


IPATINGA – A combinação de calor e férias estimula o maior contato social neste período e colabora para o aumento de casos de conjuntivite viral. As crianças são as que mais sofrem com a doença em função de maior contato com colegas, trocas de brinquedos e banhos em praias e piscinas. A oftalmologista Sabrina Cavaglieri Silva informa que no Hospital Márcio Cunha, por exemplo, são atendidos em média seis casos de conjuntivite viral por dia neste período.

A especialista afirma que o vírus pode ficar em locais secos facilitando a contaminação mesmo em pessoas que não tiveram contato com alguém com a doença. “As crianças geralmente são mais atingidas porque passam a frequentar mais clubes, trocam de brinquedos e ficam mais aglomeradas. Por isso neste período o índice de conjuntivite sobe de 20% a 30%”, salientou Sabrina Cavaglieri.

A principal medida para evitar o contágio é o cuidado redobrado com a higienização das mãos e evitar aglomerações, na medida do possível. “Em casa é bom separar objetos pessoais para não ter contaminação. Pois de lá a doença é levada para o trabalho. A maioria dos adultos que estão cuidando das crianças pegam conjuntivite. O principal cuidado é lavar as mãos e não as colocar nos olhos para evitar a doença”, esclareceu a médica.

Por ser uma doença relativamente “comum” e aparentemente sem maiores complicações, muitas pessoas não procuram o médico quando percebem que estão com conjuntivite. A oftalmologista Sabrina Cavaglieri ressalta que a doença pode ter complicações, daí a importância de procurar um especialista e evitar a automedicação. “Procure um oftalmologista para ver se não tem agravamento. A infecção pode, por exemplo, passar para córnea. E outras doenças podem ser confundidas com conjuntivite pelos sintomas. É preciso diagnosticar corretamente antes de usar qualquer medicação. Às vezes as pessoas vão à farmácia, compram qualquer coisa e o quadro agrava ainda mais”, alertou.

A única medida que pode ser feita por conta própria é usar o soro fisiológico para a limpeza dos olhos, conforme indicação da especialista. “Uso de leite materno e água boricada não são recomendáveis”, completou. A pessoa com conjuntivite viral pode ficar em média sete dias com a irritação. “Alguns casos mais graves podem durar até um mês”, disse Sabrina Cavaglieri.

 

Doença está presente na cidade o ano todo

 

Apesar do aumento de casos da conjuntivite viral neste período, a doença é comum em Ipatinga ao longo de todo o ano. É o que aponta a oftalmologista Sabrina Cavaglieri. “Aqui temos índice de conjuntivite o ano inteiro, porque a conjuntivite viral é fácil de pegar e os poluentes no ar contribuem para isso. Algumas conjuntivites alérgicas pioram”, enfatizou.

Outro fato comum por aqui é a síndrome do “olho seco” (ressecamento da superfície por olho). “A superfície ocular fica um pouco mais prejudicada pelo clima seco. Temos uma quantidade enorme de pessoas que sofrem com olho seco. Isso facilita ainda mais a contaminação da conjuntivite viral. Como na região é comum o uso de aparelho de ar condicionado e ventilador, orientamos as pessoas a usarem umidificador e não ficarem com ventilador direto no corpo”, sugeriu Sabrina Cavaglieri. 

 
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