21 de janeiro, de 2014 | 00:01

Programa já beneficiou cerca de mil adolescentes

Anualmente Programa Adolescente Trabalhador faz três processos seletivos e a próxima seleção deve ser realizada em abril deste ano


IPATINGA – A jovem Fernanda Oliveira, moradora do bairro Caravelas, aos 17 anos, conquistou a sua primeira vaga no mercado de trabalho como auxiliar de escritório no Serviço Educacional Técnico e Profissionalizante (Sertep), no bairro Veneza II.

Ela conta que a sua trajetória começou meio despretensiosamente. “Uma amiga sugeriu que eu procurasse um curso no Sertep e optei por Informática.

Depois que concluí o curso, me inscrevi para a seleção do Programa Adolescente Trabalhador (PAT) e fui selecionada trabalhar nas atividades administrativas de um restaurante”, relata Fernanda.

O restaurante disponibiliza os Aprendizes para desenvolverem as atividades práticas e teóricas na própria entidade e Fernanda atuou diretamente no Sertep. “A Fernanda se destacou no processo de aprendizagem e foi contratada como auxiliar de escritório no próprio Sertep”, afirma a psicóloga do PAT, Joyce Rocha.

“Oportunidades como esta preparam, realmente, o jovem para o mercado de trabalho. Sem a experiência como aprendiz, eu chegaria muito crua ao mercado e teria menos chances de conquistar um emprego”, avalia Fernanda. Além de trabalhar, a jovem ainda se formou em Contabilidade no Serpet e vai cursar, a partir do início deste ano, a faculdade de Biomedicina.

Números
Ao todo, aproximadamente mil adolescentes já se capacitaram como aprendizes, a partir do convênio entre o PAT e as empresas do Vale do Aço.

Anualmente, em média, são realizados três processos seletivos para o PAT. A próxima seleção deve ser realizada em abril deste ano. Desde que foi criado, cerca de 300 empresas da região já demandaram adolescentes ao PAT.

“O diferencial do PAT é o foco no treinamento em rotinas administrativas, antiga demanda das empresas da região”, ressalta a assistente social do programa, Geanne Ferreira. Outro diferencial é o atendimento realizado por uma equipe multidisciplinar durante todo o período de contrato do Menor Aprendiz. “Uma psicóloga, uma assistente social e uma pedagoga atendem os adolescentes e também seus respectivos familiares, caso haja necessidade”, complementa a pedagoga Cleide Josilane Andrade Pereira.

Divulgação


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Como participar
O Programa Adolescente Trabalhador (PAT) foi criado em 2003, pela Associação Ação Social pela Vida (AASV), em conformidade com a Lei da Aprendizagem (Lei 10.097/ 2000) e com as diretrizes curriculares estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A Lei da Aprendizagem prevê que empresas de pequeno e médio porte devem contratar número de aprendizes equivalente a, pelo menos, 5% do efetivo do seu quadro de funcionários. Em parceria com o Serviço Educacional Técnico e Profissionalizante (Sertep), o PAT proporciona a qualificação social e profissional dos adolescentes com idade entre 15 e 17 anos para desempenhar atividades profissionais e lidar com diferentes situações no mundo do trabalho.

Para participar, o adolescente precisa: estar inscrito no programa de capacitação profissional oferecido pelo Sertep; ter completado, até a data de inscrição, no mínimo 15 anos e um dia e, no máximo, 16 anos e quatro meses; cursar, no mínimo, o 8º ano (antiga 7ª série do Ensino Fundamental); aproveitamento e frequência à escola regular e no curso de capacitação profissional no qual está inscrito; renda per capita familiar de meio salário mínimo; e ser aprovado no processo seletivo do PAT.

Mais informações sobre o PAT podem ser obtidas pelo telefone (31) 3822-9388 ou na avenida Livramento, 285, bairro Veneza II, em Ipatinga (MG).
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