04 de fevereiro, de 2013 | 00:00
DER negocia acordo para retomada de obras na 760
Movimento pela pavimentação da rodovia suspendeu manifestações para aguardar decisão do Ministério Público
MARLIÉRIA O Departamento de Estradas de Rodagens (DER-MG) aguarda retorno, do Ministério Publico, para fechar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que possa finalmente liberar as obras de pavimentação da MG-760. Enquanto isso, após uma semana de protestos e interdições na rodovia que liga o Vale do Aço à Zona da Mata, o movimento popular em defesa da obra decidiu suspender os manifestos até que a promotoria se manifeste.
O serviço de pavimentação da rodovia foi iniciado em setembro do ano passado, mas uma decisão liminar da juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, Lilian Maciel Santos, suspendeu a obra ao deferir pedido de liminar formulado pelo Ministério Público de Minas Gerais.
Na semana passada, moradores das áreas próximas à estrada iniciaram uma série de manifestações e interdições na rodovia estadual, cobrando um posicionamento do governo estadual para o reinício dos trabalhos. A população teme pelo desemprego de dezenas de trabalhadores da região, contratados pela empresa responsável pela pavimentação da estrada.
O coordenador regional do DER, Nívio Pinto de Lima, disse que se reuniu, na última semana, com o Ministério Público e representantes de ONGs ambientais, para discutir os pontos sob questionamento no projeto. Nós fizemos a proposta de realizar um TAC para que a obra seja liberada. Estamos agora no aguardo de um posicionamento do promotor”, resumiu.
O representante do DER contou ainda que se reuniu com representantes do movimento para esclarecer que o órgão tem se empenhado em solucionar o problema da paralisação da obra, pedindo que os manifestos de interdição da estrada sejam suspensos, pelos menos até sair o parecer do Ministério Público.
Prefeitos foram à capital pedir solução ao governo
O prefeito de São José do Goiabal, José Aparecido do Carmo (DEM), reafirma que seu município é um dos maiores beneficiados com o asfaltamento da estrada e, por isso, ele lamentou a suspensão da obra. Na verdade, São José do Goiabal não é a única beneficiada, assim como todo o escoamento produtivo do Vale do Aço para o Espírito Santo e para o Rio de Janeiro. Já procuramos o governo estadual para pedir uma solução e esperamos que esse impasse seja resolvido logo”, comentou.
O prefeito de Marliéria, Geraldo Magela Borges de Castro, o Lalado (PP), também confirmou a ida a Belo Horizonte para pedir que a obra seja retomada. No momento, o jeito é ter calma e esperar porque sabemos que os órgãos do poder público estão empenhados em liberar essa obra”, defendeu.
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