07 de fevereiro, de 2014 | 00:00
Tecnologia ajuda no tratamento contra o câncer no Vale do Aço
A cada ano são registrados 1.150 novos casos na Unidade de Oncologia do HMC
DA REDAÇÃO - Na semana em que se celebra o Dia Mundial de Combate ao Câncer, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), divulgou que, neste ano, 576.580 pessoas deverão ter algum tipo de câncer no país, o que reforça a importância de medidas para prevenção e qualidade de vida.
Os números para 2014 serão 11,3% maior em relação ao ano passado. O câncer de pele do tipo não melanoma será o mais incidente na população brasileira (182 mil casos novos). Na sequência, os de próstata, mama, cólon/reto, colo de útero e de intestino se destacam na lista dos tipos de maior incidência. Essa realidade se reflete no dia a dia da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha, referência no diagnóstico e tratamento para uma população de quase um milhão de habitantes de 50 municípios do Leste de Minas Gerais.
A cada ano são registrados 1.150 novos casos na Unidade de Oncologia do HMC, número que se mantém estável desde 2010. Apesar do aumento da incidência de câncer, percebemos também o aumento do diagnóstico”, afirma o médico oncologista do HMC, Pedro Paulo Lopes de Oliveira Junior. A boa notícia, para além das formas de prevenção ao câncer, está na tecnologia.
O Hospital Márcio Cunha conta hoje com modernos equipamentos no novo Centro de Diagnóstico de Imagem que auxiliam na realização de exames para o diagnóstico precoce do câncer como, por exemplo, tomografias de alta resolução, ressonância magnética, cintilografias e as biópsias guiadas por ultrassom e tomografia. Para o tipo da doença que mais atinge as mulheres, câncer de mama, o hospital conta também com um novo e moderno mamógrafo, capaz de realizar mamografia digital.
O diagnóstico precoce é o principal fator quando se fala em possibilidade de cura para o paciente. Mulheres que descobrem o câncer de mama já em estágio avançado têm 40% de chance de cura com o tratamento. Essa porcentagem pode subir para 90% de cura quando o diagnóstico é antecipado”, acrescenta Pedro Paulo. Soma-se a isso a menor toxicidade e menos efeitos colaterais para os casos iniciais. Hoje, por exemplo, a paciente pode ficar curada do câncer e ter a sua mama preservada, desde que a doença esteja na fase inicial. Para os casos mais avançados muitas vezes é necessário a retirada completa da mama (mastectomia), procedimento também realizado no Hospital Márcio Cunha. Em alguns casos, na mesma cirurgia, há ainda a reconstrução mamária com implante de silicone, que contribui para elevar a autoestima da paciente.
O HMC integra ainda o Sistema de Informação do Câncer de Mama (Sismama), instituído pelo Ministério Saúde, por meio do qual realiza exames de mamografia em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2013, foram realizadas 19.415 mamografias, com uma média de mais de 1.600 exames por mês. A mamografia é uma radiografia das mamas realizada em um equipamento específico, o mamógrafo, que permite detectar lesões ainda muito pequenas, na fase inicial do câncer, em que o tumor não é palpável. Por isso, no Brasil, há até uma data especial para ressaltá-lo, o Dia Nacional da Mamografia, comemorado na quarta-feira (5). Segundo o Inca, a estimativa é de que este tipo de câncer atinja cerca de 57.120 mulheres neste ano em todo o país.
Reforço na prevenção e combate à doença
Para avançar nesse combate, a Fundação São Francisco Xavier conseguiu um importante reforço para a obtenção de investimentos à Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha em 2014, ao se habilitar no Ministério da Saúde ao Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).
O programa tem por finalidade captar e canalizar recursos para a prevenção e o combate ao câncer. Por meio de dois projetos de ação Reforma da Unidade e Ampliação Tecnológica apresentados e aprovados junto ao Ministério da Saúde, a FSFX já está captando recursos de doações junto a empresas ou pessoas físicas, na forma de dedução de 1% do imposto de renda devido. Todo o recurso arrecadado será aplicado em melhorias e na ampliação do atendimento no Leste de Minas, a partir do segundo semestre.
O QUE JÁ FOI PUBLICADO:
Mitos e preconceitos sobre o câncer - 05/02/2014
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