12 de janeiro, de 2014 | 00:00
Ascari aluga terreno para recomeçar
No local, será erguido um galpão para abrigar os materiais e instalados contêineres para funcionamento da cozinha e do escritório da entidade
IPATINGA Uma área de 2.500 m², localizada na rua Wilson Teixeira, no bairro Jardim Panorama, será o novo endereço da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Ipatinga (Ascari). Depois do incêndio de grandes proporções no antigo galpão da entidade, localizado no bairro Canaã, em 21 de janeiro, o trabalho será retomado no fim de março. É o que informa o presidente da Ascari, José Geraldo Isaías, em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, na tarde de ontem, concedida na nova área alugada.
No local, será erguido um galpão para abrigar os materiais e instalados contêineres para funcionamento da cozinha e do escritório da entidade. O presidente da Ascari disse que o contrato com o dono do imóvel será assinado na próxima semana. A partir daí, o dono começa a levantar o galpão, seguindo todas as exigências de segurança e normas do Corpo de Bombeiros. Até o fim de março, vamos voltar a trabalhar”, anunciou José Geraldo Isaías.
A retomada do trabalho da Ascari conta com apoio da administração municipal. José Geraldo afirma que as sugestões de áreas foram apresentadas à Prefeitura de Ipatinga, que repassa à entidade, em média, R$ 14.700 por mês. Estamos fazendo levantamento de consertos e negociando com a PMI. Fizemos um novo plano de trabalho com base no montante que temos da verba do convênio”, esclareceu José Geraldo.
O dirigente revela que não conseguiu fazer um balanço financeiro do estrago causado pelo incêndio. Mas para recomeçar será necessário um investimento de R$ 50 mil com reforma de equipamentos e compra de outros” avalia. Enquanto aguarda a liberação do novo galpão, a entidade se prepara com um pequeno estoque de materiais recicláveis que está guardado em um galpão alugado.
Catadores
A Ascari atende de 35 a 40 famílias. Neste momento de dificuldade, a entidade repassou aos catadores cestas básicas. Quando a entidade estava em atividade, o ganho de catadores variava de R$ 100 a R$ 2 mil. Isso muda de acordo com o rendimento de cada um. A maioria dos nossos catadores tem idade média de 35 anos e são homens. Mas temos também mulheres e pessoas idosas”, ressaltou José Geraldo.
Em função dessas vantagens e preço bom, a expectativa pelo retorno do trabalho é grande entre os catadores. Eles estão torcendo para voltarmos porque os demais não pagam o mesmo valor que nós. Eles até vendem por um custo mais baixo, por necessidade. Quem tem espaço está guardando material em casa, esperando o nosso retorno”, falou o presidente da entidade. Ele reforça que o trabalho será retomado como antes, com a distribuição de três refeições por dia e apoio espiritual aos participantes.
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