04 de abril, de 2014 | 00:00

Ipatinga pede transferência para AMDI

Com a saída iminente do município, AMVA ficará com 11 integrantes


IPATINGA – Está em tramitação, na Câmara de Vereadores, o Projeto de Lei de número 25/2014, que pede a aprovação do pedido da Prefeitura de Ipatinga, para filiação à Associação de Municípios pelo Desenvolvimento Integrado (AMDI). Apesar de não ter se desligado oficialmente, desde 2012, quando Cecília Ferramenta (PT) assumiu a prefeitura, Ipatinga não assinou convênio com a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Aço (AMVA), à qual pertencia até então. A mudança representa a saída de um dos principais integrantes da AMVA, que é sediada no bairro Horto.

Como justificativa para a sua transferência, a prefeita aponta que, considerando que os três municípios localizados na Região Metropolitana do Vale do Aço (Santana do Paraíso, Coronel Fabriciano e Timóteo) integram a AMDI, se faz necessária a adesão também por parte de Ipatinga. Com a saída iminente do município, a AMVA passa a ter 11 municípios e a AMDI, 7 integrantes. A transferência representará para a AMDI uma arrecadação de mais R$ 336 mil aproximadamente por ano com a inclusão de Ipatinga.

Até então, o percentual repassado era de 0,25%, entretanto, a matéria encaminhada à Câmara pede aprovação para um repasse de até 0,7%. Quando filiada à AMVA, Ipatinga repassava R$ 120 mil, verba proveniente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), deduzidas as parcelas referentes ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A existência de duas associações na região teve origem no início de 2005, quando um grupo de prefeitos deixou a AMVA para fundar a AMDI, após uma disputa de poder pelo comando da entidade pioneira. Tais disputas envolveram o PMDB do grupo do ex-prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão, e o grupo petista capitaneado pelo ex-prefeito de Fabriciano, Francisco Simões.

Para o ex-presidente da AMVA, José Euler (PPS), a saída de Ipatinga enfraquece a entidade. Além disso, ele opina que ambas perdem em representatividade. “Acho ruim essa saída de Ipatinga e penso que não dá certo ter duas associações numa mesma região. Fiquei 4 anos na presidência da AMVA e todo mundo questionava o por que da existências das duas (entidades), sempre foi preciso justificar essa situação. A existência das duas enfraquece demais a região”, avalia.

Já o ex-presidente da AMDI, Ademir Siman (PT), relata que, a princípio, acreditava que teria de ser uma só associação, com poder, força e união. Entretanto, observa, quando há distribuição de recurso e se as duas entidades estiverem com o mesmo objetivo, sem se preocupar com questões partidárias, terão poder e força.  “À época, discutimos com os prefeitos e achamos melhor criar uma nova entidade, porque ele (Sebastião Quintão) não respeitou o estatuto e não teve sabedoria. Achamos melhor criar a associação, que veio pra inovar e realizar trabalhos coletivos e integrados”, resume.

AMM
A reportagem do DIÁRIO DO AÇO questionou a Associação Mineira de Municípios (AMM) se em outros locais do Estado existem mais de uma entidade por região e como enxerga a situação. Por meio de sua assessoria de Comunicação, a AMM informou que não entra nesta questão por ser uma Associação que defende os interesses dos 853 municípios de Minas e que todas as associações são parceiras da AMM e trabalham conjuntas em prol das regiões de Minas.

Ainda conforme a assessoria, se a mesma região tem mais de uma Microrregional, isso só faz reforçar o atendimento a várias cidades com demandas e peculiaridades diferentes. O Estado de Minas é muito grande e devido a isso é dividido em 42 microrregionais trabalhando no desenvolvimento de suas regiões.


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