11 de abril, de 2014 | 00:00

Simulador deixa de ser obrigatório

Donos de CFCs estão incertos quanto aos investimentos realizados antes de a medida cair


IPATINGA – A derrubada da exigência do simulador de direção nas autoescolas deixou os proprietários de estabelecimentos sem saber o que fazer. Até então, na corrida pela adequação, a Associação das Autoescolas de Ipatinga alugou um espaço físico no Novo Centro, onde seria instalada uma central de simulação compartilhada. O pedido dos aparelhos, inclusive, já foi feito aos fabricantes e a entrega ficou acertada para os próximos meses. Com um investimento de R$ 40 mil, os donos de autoescolas no município pretendem, por um tempo, “segurar” os contratos firmados, temendo uma reviravolta na cobrança dos equipamentos.

Na quarta-feira (9), a proposta que estabelecia a obrigatoriedade do aparelho em todo o país para quem quer tirar a carteira de motorista (PL 4.449/12) foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Atualmente, uma decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê o uso de simuladores de direção veicular em autoescolas para quem pleiteia a categoria B. Em fevereiro, o Contran havia adiado para 30 de junho o prazo para que os centros de formação começassem a oferecer aos alunos obrigatoriamente as aulas nos simuladores.

Presidente da associação em Ipatinga, Alexandre Figueiredo reitera que seis aparelhos foram solicitados a um fornecedor, com um custo mensal de locação de R$ 9 mil. Em junho, os simuladores seriam entregues e instalados no serviço compartilhado que funcionaria no Novo Centro. Agora, para evitar desgastes e perder investimentos, ele informa que os proprietários de autoescolas irão aguardar para ver se o assunto não retornará à pauta de discussões do governo.

Quanto à rejeição da Câmara, ainda cabe recurso. Há a possibilidade de que um requerimento seja apresentado para levar o texto ao plenário, uma vez que a aprovação do relatório na CCJ não foi unânime.

Em outros municípios do Vale do Aço, há quem já tenha adquirido o simulador de direção. É o caso de Élida Cândida, proprietária de autoescola em Coronel Fabriciano que leva o seu nome. O aparelho adquirido anos atrás chegou em março, e os instrutores já passaram por capacitação técnica. O equipamento, todavia, não será perdido, no seu entendimento. “É uma ferramenta que vai ajudar o candidato. É um recurso didático para o aluno”, opina.

Pedagoga, Élida também é diretora de educação do Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais (Siprocfc-MG) e da Federação Nacional das Auto Escolas (Feneauto). Especialista no assunto, ela acredita que a exigência não será tão facilmente engavetada e vê o instrumento como crucial no processo de habilitação. “O aluno tem um preparo maior para ir para a rua”, resume.


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