16 de abril, de 2014 | 00:00
Saúde em debate
Segurança do paciente e qualidade da assistência é tema de simpósio
DA REDAÇÃO - No último fim de semana, foi realizado, no Unileste, o 3º Simpósio de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde do Vale do Aço, que abordou os principais desafios dos hospitais da região para manter a segurança do paciente e qualidade da assistência. Os Hospitais Camilianos de Fabriciano e Timóteo mantêm índices favoráveis em seus controles de infecção, segundo padrão nacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconiza o máximo de 5%. Os Hospitais São Camilo de Fabriciano e Timóteo ostentam índices abaixo de 2%.
Na abertura do evento, no dia 11, a mesa composta pela presidente do simpósio e médica infectologista dos Hospitais Camilianos de Fabriciano e Timóteo, Carmelinda Lobato de Souza, pela diretora da Escola de Saúde do Unileste, Carla de Aredes Brum, superintendente regional de saúde, Anchieta Poggiali, e a diretora assistencial corporativa dos Hospitais Camilianos, Tatyane Martins reforçou a importância do evento que reuniu médicos, profissionais da saúde e estudantes.
As Infecções Relacionadas à Saúde devem ser motivos de estudos constantes por serem causa de complicações no quadro clínico do paciente, que podem levar à morte, além de representar um aumento em torno de 30% nos custos da internação”, afirmou Tatyane Martins.
Palestra
A única palestra do dia foi proferida pelo membro do Comitê Estadual de Controle de Infecção de SP, Lívio Dias, que abordou o tema UTI neonatal desafio no controle de infecção” e mostrou na os desafios de se evitar a infecção hospitalar independentemente da idade do paciente. Em casos de recém-nascidos e crianças, os riscos são ainda maiores devido à falta de imunidade dos primeiros dias de vida.
A enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, SCIH, Giliárdia Moura, foi homenageada pelo trabalho desenvolvido que coloca o Hospital São Camilo de Timóteo como instituição de nível intermediário na Higienização das Mãos, segundo a OMS. Uma apresentação cultural marcou a animação da plateia.
No sábado, a programação foi extensa e contou com temas voltados para as bactérias multirresistentes, ambiente hospitalar e infecção, investigação e controle de surtos, discussão interativa e apresentação de trabalhos interativos divididos em palestras.
Carmelinda Lobato destacou as inúmeras bactérias existentes no ambiente hospitalar e que surgem independentemente das ações de combate e a importância de atuar continuamente nas ações preventivas para minimizar o agravamento de quadros infecciosos. A medida mais simples é pela higienização das mãos.
O evento atingiu um público excelente, foram mais de 200 pessoas. Conseguimos levar nossa mensagem principal, que é a de trabalharmos na prevenção para que os casos de infecção sejam cada vez menores”, afirmou Carmelinda Lobato.
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