03 de maio, de 2014 | 00:00

Morte de ciclista completa um ano

Mecânico gráfico Leonel Ferreira foi atropelado ao fazer a travessia da Avenida José Júlio da Costa


IPATINGA – No entroncamento da Avenida José Júlio da Costa com o trecho urbano da BR-381, no bairro Ferroviários, há uma lembrança de tristeza e revolta para a família de Leonel de Souza Ferreira. Nessa sexta-feira (3), completou um ano desde que o ciclista foi morto em um acidente de trânsito naquele local. Familiares e amigos de Leonel lamentam a falta  de punição no caso, além da insegurança em uma via perigosa onde condutores, pedestres e ciclistas correm o mesmo risco.

Filha do mecânico gráfico, Darla Sabrina Tavares de Souza rememora que o pai foi morto na noite do dia 2 de maio de 2013, aos 68 anos, quando tentava transpor a Avenida José Júlio da Costa. O ciclista foi atingido por um carro que vinha da BR-381. “O meu pai, que estava na faixa, foi lançado a quase 30 metros de distância. E a perícia, à época, apontou que o motorista entrou na avenida a quase 100 Km/h, em uma via em que a velocidade máxima permitida é 60 Km/h. Infelizmente, nada aconteceu com o responsável, que também já vitimou outra pessoa no trânsito”, relata.

Engenheira de produção, Darla Tavares reside atualmente em São Paulo. Por telefone, ela conta, emocionada, que a tragédia da morte do pai atingiu toda a família. “Meu avô não suportou a perda do meu pai e faleceu em 25 de junho do ano passado. E, 13 dias depois de meu avô falecer, um tio também não suportou tudo isso e enfartou. Em dois meses e meio, enterramos três pessoas queridas. Para nós, ele (o autor) não matou somente meu pai na minha família, ele matou três”, desabafa a filha da vítima.

Wellington Fred


acidente transito leonel2


Neste sábado, a família recorda o sepultamento de Leonel. A data, coincidentemente, é a mesma do aniversário dos filhos mais velho e do mais novo, deixados pelo mecânico gráfico, de 37 e 25 anos, respectivamente. O processo da morte do ciclista, conforme Darla, tramita na Comarca de Ipatinga. “Quem conhecia meu pai sabe como ele era. A gente fica revoltada com toda essa injustiça”, resume.

Insegurança
O local da morte de Leonel foi palco de muitos protestos feitos por ciclistas à época do acidente. Darla Tavares alerta que a via não tem mecanismos de segurança que possam inibir que os condutores trafeguem em  alta velocidade. Ela se diz preocupada com centenas de estudantes e ciclistas que transitam por aquele local diariamente.

“Se não fizeram nada, não irá demorar até que outra tragédia ocorra ali. Meninos atravessam, por vezes mexendo no celular, e ali é muito perigoso. Há uma placa avisando sobre a travessia de pedestres e ciclistas, mas alguns motoristas não freiam e entram em alta velocidade naquela via. Aconteceu com a gente e não queremos que ocorra com outra pessoa”, encerra a engenheira.

 

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