08 de agosto, de 2014 | 00:00

“É preciso reescrever a história da indústria”

Com consultoria estrangeira, setor metalomecânico regional se une para atender segmento de P&G


IPATINGA – Empresários do Vale do Aço estão concentrando esforços para consolidar a entrada e permanência do setor metalomecânico regional no tão sonhado segmento de Petróleo & Gás (P&G). Para qualificar e estruturar o atendimento à exigente cadeia de P&G, o segmento local recebeu a consultoria de Kjell Johannenssen, que atuou como CEO da Norwegian Offshore & Drilling Engineering (NCE Node) - cluster norueguês líder mundial em tecnologia de perfuração de poços de petróleo.

As reuniões com o consultor realizadas ao longo das últimas semanas foram organizadas pelo Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Vale do Aço (Sindimiva) na Regional Vale do Aço da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Ipatinga.

No diagnóstico do consultor norueguês, há um potencial a ser explorado para que empresas acessem o bilionário segmento de P&G. Contudo, é preciso qualificação permanente. Isto porque, conforme pontua Kjell Johannenssen, fabricar equipamentos para a perfuração e manutenção de poços de petróleo demanda rigorosa certificação. “Precisamos construir, antes de tudo, conhecimento. Hoje poucas empresas estão preparadas para fornecerem ao segmento de petróleo e gás. Basta a indústria querer estar no mercado, e o tempo está correndo”, resume Kjell Johannenssen.

Analista de Projetos da Fiemg, Felipe Gurgel informa que o Arranjo Produtivo Local (APL) do segmento no Vale do Aço tem se sobressaído na busca por alternativas de diversificação de mercados. O atendimento a estaleiros, por exemplo, está consolidado, com a fabricação de peças para a montagem de navios. O foco agora é suprir as demandas do setor de P&G, com produtos nacionais. “O atendimento iniciado em 2008 ao setor naval vai bem. Petróleo & Gás, por sua vez, está começando. Esse trabalho que fazemos com a Noruega é para qualificar nossas empresas para que elas estejam prontas para atender esse mercado”, ressaltou, citando o acordo firmado entre o NCE Node e o APL regional.

Wesley Rodrigues


Felipe Gurgel e Kjell Johannenssen


A economia brasileira demanda inovação, o mesmo vale para a indústria do Vale do Aço. A avaliação é do presidente do Sindimiva, Jeferson Bachour Coelho. Ele frisa que projetos em longo prazo pautam também o fortalecimento regional no campo da educação, para que jovens profissionais sejam capacitados para atender ao setor. “É um caminho que temos que percorrer. E temos que construir isso de forma compartilhada. O Brasil hoje não tem produtos com valor agregado. É preciso reescrever a história da indústria e inovar a indústria brasileira”, encerrou.


SOBRE O ASSUNTO:

Em busca de novo caminho para o setor metalomecânico - 30/07/2014

Estaleiros “no radar” do setor metalomecânico regional - 18/04/2014

Setor metalomecânico faz projeções para 2014 - 01/01/2014
 

CURTA: DA no Facebook 





SIGA: Twitter: @diarioaco

ADICIONE:  G+




WhatsApp 31-8591 5916


 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário