09 de agosto, de 2014 | 00:00
Colesterol alto atinge 38% dos brasileiros
Nível elevado de gordura no sangue é um dos fatores de risco para ocorrência de infarto e derrame
IPATINGA Silencioso, o colesterol elevado pode levar a uma série de problemas de saúde e até provocar morte precoce por infarto ou derrame. No país, 38% da população adulta têm o colesterol elevado, mas muitos não sabem já que raramente alguns sintomas apontam para essa alteração. Daí, a importância de fazer exames periódicos para verificar os níveis e adotar um estilo de vida saudável para mantê-los sob controle. O alerta é da endocrinologista do Hospital Márcio Cunha, Mariana Furtado.
A médica lembra que o colesterol alto é um dos quatro fatores de risco para infarto ou derrame, que são as principais causas de morte no Brasil. No Dia Nacional de Combate ao Colesterol Alto, celebrado ontem, o alerta também serve para o aumento da incidência entre crianças e adolescentes. Mariana Furtado informa que uma pesquisa realizada pela Santa Casa de Belo Horizonte, no ambulatório infantil, mostrou quase um terço das crianças estavam com algum grau de alteração do colesterol ou triglicérides.
A endocrinologista esclarece que o exame para avaliar o colesterol deve ser feito em crianças obesas ou com alterações familiares e em adultos a partir de 20 anos, a cada cinco anos. Em relação aos níveis considerados normais, os valores considerados normais dependem se a pessoa apresenta fatores de risco de doenças cardíacas. Se ela não tiver outro fator de risco considera-se aceitável o valor de 160 mg/dl para o colesterol LDL popularmente conhecimento como ruim. Já o HDL, tido como o bom, deve estar acima de 50”, explicou a endocrinologista.
Para as pessoas do grupo de risco, a meta é mais rigorosa. Em 2013, a Sociedade Brasileira de Cardiologia estabeleceu o limite de 70 mg/dl de colesterol ruim. Antes o valor era 100 mg/dl. Mariana Furtado frisa que pessoas com níveis muito alterados devem ser tratadas com medicação de uso contínuo. Assim como a pressão alta, o colesterol alto não é uma doença curável nesses casos graves”, comentou.
Alimentação
A endocrinologista aponta que aqueles cuja elevação dos níveis não é tão alta a mudança no estilo de vida - com a prática de exercícios e alimentação saudável com aumento no consumo de produtos frescos e redução da gordura saturada e trans -, pode reduzir em 15% os níveis de colesterol. A opção por alguns alimentos e suplementos na rotina ajuda a controlar esse nível.
Mariana Furtado cita como exemplos o farelo de aveia, a chia, linhaça, óleo de canola, castanhas e azeite. O fitoesterol, encontrado em cápsulas e em alguns alimentos e margarinas também ajudam, segundo a especialista. O mais importante é mudar o estilo de vida permanente e fazer exame para verificar os níveis do colesterol”, reforçou Mariana Furtado.
CURTA: DA no Facebook
SIGA: Twitter: @diarioaco
ADICIONE: G+
WhatsApp 31-8591 5916
LEIA MAIS:
Infarto é responsável por quase 30% das mortes no Brasil - 22/05/2014
Controle do colesterol - 07/07/2014
Secretaria de Saúde alerta para o combate ao colesterol alto - 08/08/2011
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

















