17 de agosto, de 2014 | 00:00

Passagem subterrânea comprometida

Usuários denunciam condições precárias de acesso localizado no Centro de Ipatinga


IPATINGA – Pedestres e ciclistas que transitam pela passagem subterrânea da avenida Cláudio Moura (BR-458), no Centro, denunciam que, após a obra de manutenção do asfalto no trecho urbano da rodovia, a estrutura do acesso ficou mais comprometida. O subtérreo tem intensa movimentação de pessoas. No precário equipamento urbano passam, diariamente, milhares de trabalhadores da siderúrgica e usuários do transporte público.

Placas de atenção no entorno do acesso subterrâneo sinalizam a segurança da utilização da passagem. Contudo, no local as rachaduras nas paredes e teto são evidentes; a alvenaria tem ferragens expostas; há infiltrações e a iluminação é precária. “Passam veículos pesados por cima e a impressão que dá é que tudo isso não vai demorar a vir abaixo”, afirma uma mulher que passava apressada pelo local.

Por meio dos canais do DIÁRIO DO AÇO nas mídias sociais, leitores afirmam que a recente manutenção do asfalto acentuou o problema já existente há muitos anos. “A necessidade de reparo nessa passagem subterrânea é gritante. Ao invés de intervenções de fato necessárias, fizeram o mau uso de verbas públicas em recapeamento malfeito e que não era necessário para aquele asfalto”, denunciou uma internauta ao DIÁRIO DO AÇO.

O trecho não é municipalizado e está sob a administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Por telefone, a assessoria de Comunicação do órgão informou que uma comissão técnica da superintendência do Dnit na região Leste irá apurar as reclamações sobre as recentes obras realizadas na rodovia. A má estrutura da passagem subterrânea, que inclusive já chegou ao órgão, também será verificada. “Uma resposta ao problema teremos em meados da próxima semana”, ressaltou a superintendência, na quinta-feira, 14.

Representações tramitam no Ministério Público Federal questionando a restauração do asfalto na rodovia BR-458. A obra, executada desde o início do mês de julho último pela CCM Construtora já está concluída, mas provoca uma insatisfação generalizada na região. O microrevestimento do asfalto utilizando pó de brita custou R$ 13,8 milhões. A obra contemplou a rodovia em municípios como Inhapim, Iapu, Ipatinga, Caratinga, Ipaba, Santana do Paraíso e Caratinga.

 

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