19 de agosto, de 2014 | 00:00

“O desafio é constante em nosso dia a dia”

Semana do excepcional chama atenção para causa com programação especial


IPATINGA – Nos próximos dias, a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ipatinga realiza programação voltada para a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Os desafios são muitos, conforme explica a presidente da diretoria executiva da Apae, Ana Maria Andrade, e a diretora Célia Pedrosa. Atualmente, a escola em Ipatinga tem 268 alunos, que frequentam, entre as diversas atividades, oficinas profissionalizantes, a fim de buscar a inserção no mercado de trabalho.

Célia Pedrosa observa que o trabalho nunca foi fácil. “Além do atendimento, ainda fazemos a defesa dos direitos e esse é o grande desafio. O trabalho extrapola os muros da escola, porque vivemos numa sociedade que tem uma série de preconceitos, não só com os deficientes. Trabalhar com garantia dos direitos é um desafio muito grande”, frisa. 

A diretora destaca que existem desafios diferenciados, como lidar com os alunos que já estão em idade adulta e outro que é levar os bebês para a escola. Atualmente, 14 bebês frequentam a Apae, o que é considerado um “ganho”, porque quanto mais precoce a estimulação, melhor o resultado.

“Essa criança vai se desenvolver e ter ganhos em todos aspectos, de conhecimento, domínio do corpo e isso é um ganho. Esse desafio de encarar a realidade é uma dor muito grande e nem sempre as mães ficam sabendo da forma mais adequada e isso já traz dificuldade”, avalia a diretora. A escola também oferece apoio para as famílias.

O preconceito com a pessoa excepcional começa dentro da família, como explica Ana Maria Andrade. Ela pontua que há dificuldade de aceitação da pessoa com deficiência intelectual e múltipla, porque não existe preparação. Toda pessoa, aponta, sonha em ter um filho bonito, inteligente. “Quando nasce um filho com deficiência ou se torna deficiente após nascer, ninguém está preparado para isso. E às vezes não tem apoio nem dentro do hospital e a mãe tem que tomar consciência sozinha, porque a família não vê com bons olhos aquilo diferente, a sociedade não vê com bons olhos”, resume Ana Andrade. 
Wôlmer Ezequiel


ana maria e célia


A dificuldade continua nas famílias e a mãe aprende a aprender. “Mas às vezes é demorado encontrar esse caminho. Conheço várias pessoas com filho com deficiência que chegam aqui de forma tardia, o que compromete o desenvolvimento”, alerta a diretora executiva.

Programação
A programação da Semana do Excepcional tem início no dia 26 de agosto com uma caminhada para chamar atenção da sociedade sobre essa realidade. “Somos deficientes intelectuais, mas estamos aqui. Eu acho que o verdadeiro sentido de nossa caminhada é mostrar que estamos aqui”, destacou Ana Maria.

Durante a caminhada, serão apresentados todos os programas de atendimento. O subtema utilizado este ano é “Construindo uma história de igualdade e oportunidade para todos”. No dia 27 a Apae realiza um passeio na Lagoa Silvana e, no dia 28, ocorre a abertura dos jogos inclusivos, na sede da Apae no bairro Bela Vista. Os jogos têm prosseguimento no dia 29. Já no dia 30 ocorre o seminário das famílias.

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