23 de agosto, de 2014 | 00:00

Univaço busca internacionalização

Parceria com a Universidade de Coimbra vai ampliar os horizontes de alunos e professores


IPATINGA – Em busca da internacionalização de seu ensino e o aprimoramento do ponto de vista acadêmico, a Faculdade de Medicina do Vale do Aço (Univaço), firmará convênio com a Universidade de Coimbra. Nos próximos dias, um professor da instituição portuguesa virá à região para a assinatura de um protocolo de intenções como forma de firmar o intercâmbio.

O diretor acadêmico da Univaço, José Carlos de Carvalho Gallinari, explica que as novas Diretrizes Curriculares do Curso de Medicina, publicadas recentemente, estimulam, dentro de seu texto, que as escolas procurem se internacionalizar e coloca isso como valor de referência da instituição do ponto de vista acadêmico, de buscar o conhecimento de outras instituições.

“Visando adiantar esse passo, a Faculdade de Medicina, que está numa fase madura, bem organizada, por meio de contatos que temos, buscamos essa internacionalização em convênio com a Universidade de Coimbra”, resume Gallinari. O diretor acadêmico acrescenta que este é um passo importante, pelo vínculo com uma instituição de tradição na Europa. “Felizmente, a universidade está em um local onde temos muito de nossa cultura, de onde veio nossa colonização. Este é o primeiro passo e, nos próximos dias, virá um professor de lá assinar um protocolo de intenções para esse intercâmbio”, detalhou.

O coordenador do curso de medicina da Univaço, Eric Bassetti, pontua que a questão das diretrizes curriculares é recente e as escolas têm até 2018 para implantar as mudanças. Entretanto, a Univaço pretende fazer isso o quanto antes. “O currículo do nosso curso já é muito próximo do que exige as novas diretrizes. Mas esperamos que, o mais cedo possível, estejamos em conformidade com alterações”, destacou. Com a internacionalização, observa, a ideia é que o aluno tenha a oportunidade de vivenciar outros cenários para o aprendizado.

“Até então, esse aluno ficava muito preso dentro da escola. Mesmo nos estágios que existiam nas diretrizes curriculares anteriores, poderia fazer no máximo 25% do estágio fora da unidade federativa. Temos alunos da Bahia, por exemplo, e se quisessem fazer parte do estágio que é obrigatório fora daqui, só um quarto poderia ser feito em seu Estado de origem”, relata.

Com as novas diretrizes, foram ampliadas as possibilidades, incentivando o aluno a fazer a complementação dessa carga horária em outras instituições de ensino. A mudança é considerada importante pelo coordenador e contribuirá para a formação dos médicos. Bassetti recorda que o governo federal deu início a essas possibilidades com o programa Ciência Sem Fronteiras, mas a iniciativa esbarrava no idioma.

Grande parte dos alunos de ensino superior não domina outro idioma que não o português, o que levou a outro programa, o Inglês Sem Fronteiras, na tentativa de que o aluno de curso superior domine o idioma para ter acesso a países de língua inglesa. “Em Portugal, temos a facilidade do idioma e essa é uma oportunidade tanto para alunos quanto para os professores realizarem esse intercâmbio”, aponta Eric Bassetti.

A coordenadora de Ensino da Univaço, Letícia Guimarães Carvalho de Souza Lima, acrescenta que a faculdade segue uma tendência mundial das melhores escolas, de proporcionar aos alunos a oportunidade de conhecer escolas e culturas diferentes. O convênio abrirá caminho também para receber alunos da Universidade de Coimbra. “A tendência das melhores faculdades é proporcionar essa oportunidade de formação mais globalizada ao aluno. Acredito que seja importante promover esse tipo de experiência”, avaliou.

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