02 de setembro, de 2014 | 00:00

Movimento defende mudança no sistema político

A programação ocorre até o dia 7 de setembro.


IPATINGA – Na semana que antecede o Dia da Independência do Brasil (próximo dia 7), a Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Vale do Aço promovem, na região, proposta de “Plebiscito por uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político”.  A ideia do movimento surgiu após as manifestações de junho do ano passado, quando o tema foi levantado, mas não foi à frente. Por esta razão, movimentos populares, igrejas, sindicatos e associações resolveram consultar a população em todo o país.

A coordenadora da subsede do Sind-UTE em Ipatinga e uma das representantes do movimento, Maria Aparecida de Lima, explica que a discussão tem ocorrido desde o ano passado, quando os movimentos sociais e sindicais decidiram trabalhar a reforma política. Esse ano ocorrem seminários em Ipatinga e preparação em Belo Horizonte para chegar à realização do plebiscito por uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político. “Para isso, formamos um comitê regional Vale do Aço e do Leste de Minas e estamos nos programando a partir dos sindicatos cutistas e da igreja católica”, disse.

Cida Lima observa que, desde as manifestações de junho do ano passado, os movimentos começaram a discutir os temas abordados pelos jovens e se constatou que o que deveria ser feito parte da reforma no sistema político. Porque, pontua, não adiantava pensar em mudança se não for a partir da estrutura política. “Então, os movimentos sociais começaram a ver essa falta de representatividade que há dentro do sistema politico, se analisarmos o Congresso temos uma minoria de mulheres quando a maioria dos eleitores é do sexo feminino. Temos o mínimo de juventude, de negros, de trabalhadores, então, não temos representatividade do povo”, avalia.

A representante do movimento acrescenta que, quando se pensa nas eleições, as grandes e mais caras campanhas é que são eleitas, por meio do financiamento de alguma empresa. “Dentro desse sistema, o candidato eleito fica a serviço daquela empresa e não da população. Para isso mudar, precisamos fazer esse acompanhamento para que não elejamos pessoas comprometidas com esse sistema capitalista”, aponta.

Plebiscito
Cida Lima detalha que o plebiscito gira em torno de uma pergunta: você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político? A partir da indagação, o movimento tem trabalhado para que as pessoas respondam sim. O resultado desse plebiscito será entregue para os órgãos competentes, como Legislativo, Executivo e Judiciário.

“Estamos mobilizando todas as igrejas católicas da região, onde haverá urnas nos horários de celebração de missa. Durante a semana nas secretarias das paróquias, nas escolas públicas estaduais e municipais. Em algumas escolas teremos urnas, em outras passaremos com a urna. Haverá votação também nas sedes dos sindicatos, em algumas praças da região, onde teremos barracas com urnas”, explicou. A programação ocorre até o dia 7 de setembro.

 

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