04 de setembro, de 2014 | 10:32

Siderurgia prevê fechar 2014 pior do que o ano passado

Produção, vendas e consumo de aço estão em declínio no Brasil


O Instituto Aço Brasil – entidade que reúne as principais siderúrgicas do País, como a Usiminas – prevê queda na produção, vendas e consumo de aço no País em 2014. A produção de aço bruto em 2014 está estimada em cerca de 33,3 milhões de toneladas, queda de 2,5% se comparada à de 2013. As vendas internas devem totalizar 21,7 milhões de toneladas, queda de 4,9%  em relação ao ano passado.

A previsão está baseada no desempenho dos setores consumidores de aço, que apresentaram queda, segundo dados do IBGE. O consumo aparente de aço deve ser de 25,3 milhões de toneladas, queda de 4,1% na comparação com 2013, com base na queda das vendas já observadas entre janeiro e julho de 2014.

As exportações devem atingir 8,4 milhões de toneladas, alta de 3,9% em relação ao ano anterior. Já as importações devem atingir o patamar de 3,8 milhões de toneladas, o que significa dizer um aumento de 1,8% em comparação a 2013.

Fatores sistêmicos que impactam negativamente a competitividade - como a alta carga tributária e cumulatividade dos impostos, custo da energia elétrica e câmbio valorizado - vêm afetando não somente a indústria brasileira do aço como também seus principais setores consumidores.

No cenário mundial, há ainda um excedente de capacidade da ordem de 600 milhões de toneladas. Em consequência, as exportações devem continuar abaixo da média histórica, as importações em níveis extremamente elevados fazendo com que a utilização da capacidade instalada de produção de aço no país permaneça abaixo de 70%.  
Foto: Antonio Pinheiro/ GERJ


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A perspectiva é a de que, enquanto perdurarem as assimetrias competitivas do país e o elevado excedente de oferta de aço no mundo, o aço brasileiro continuará tendo dificuldades tanto no mercado interno quanto no internacional. Como não se antevê a curto prazo revisão de tributos ou melhor equilíbrio cambial frente a outras moedas, o setor entende ser necessário medidas urgentes de defesa comercial, entre as quais se inclui a efetiva implementação das normas de conteúdo local.

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