05 de setembro, de 2014 | 00:00
Alerta máximo contra incêndios florestais
Autoridades estão em alerta ante ao período crítico de estiagem que atinge a região
DA REDAÇÃO O Leste mineiro sofre com a pior estiagem registrada nos últimos 80 anos, na avaliação de ambientalistas. A situação de gravidade climática atinge todas as áreas do meio ambiente. Rios, córregos, ribeirões e nascentes na região foram castigados pela seca. Outra preocupação dos órgãos ambientais são as ocorrências de incêndios florestais. O mês de setembro mal começou e as autoridades estão inquietas. Essa é uma das piores épocas do ano quando o assunto é a ocorrência de fogo na vegetação seca e desidratada.
O balanço feito mês a mês das incidências de queimadas sem controle e incêndios florestais ilustra o impacto da estiagem. De janeiro a agosto de 2014, a Polícia de Meio Ambiente do Vale do Aço registrou 73 ocorrências na Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço. No mesmo período do ano passado, foram 58 episódios. Em 2013, o mês de setembro foi imbatível: 38 registros. Nenhum outro mês atingiu sequer a metade do que foi contabilizado nesse período pela corporação.
A estiagem, contudo, é apenas um facilitador. Incêndios são, geralmente, provocados pelo homem, por meio da queima de roçado, limpeza de terreno baldio, queima de lixo, entre outras ações. Com a vegetação seca, o fogo se alastra rapidamente e as perdas são incalculáveis. No Vale do Aço, o desassossego maior é com o Parque Estadual do Rio Doce, em Marliéria. A unidade de conservação abriga a maior floresta tropical de Minas, com 35.970 hectares.
No primeiro semestre deste ano incêndios suprimiram 0,22 hectares na área interna do Perd, e 6,70 hectares no entorno da unidade. Os dados foram repassados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Combater incêndios é complexo; a principal arma, contudo, é a prevenção. Em todo esse período de estiagem, temos intensificado o patrulhamento e a conscientização de proprietários e trabalhadores rurais, principalmente. Muitas queimadas não autorizadas se tornam incêndios”, afirma o tenente PM Átila Porto, responsável pelo Pelotão de Meio Ambiente do Vale do Aço.
No âmbito de todo o estado, os dados de incêndios em áreas verdes são ainda mais críticos. Dados divulgados pela Diretoria de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais ao DIÁRIO DO AÇO informam 2.220,53 hectares de área queimada no interior das unidades de conservação estaduais de janeiro a agosto de 2014. No entorno dos parques, 2.504,69 hectares foram incendiados no mesmo período.
No ano passado, o balanço janeiro-agosto foi de 3.632,39 hectares de áreas queimadas dentro dos parques. Ao redor, 4.818,7 hectares. No somatório mineiro, o mês de setembro de 2013 também ficou à sombra dos piores índices do ano: 7.635,38 hectares de vegetação queimada no interior das unidades, e 2.968,05 hectares na parte externa.
Remanescente
Esta semana, chegou ao DIÁRIO DO AÇO a informação sobre uma remanescente de mata atlântica, que ardeu em chamas, na área de preservação ambiental em torno de parte da Lagoa Nova, que fica no território de Cordeiros de Minas, município de Caratinga. Não se sabe a origem do fogo, que destruiu partes da mata.
Chuva
Independentemente das ações que se tome, em período mais severo, o clima expõe a vegetação a um risco maior”, resume o diretor de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e Eventos Críticos da Semad, Rodrigo Bueno Belo. Dadas as condições climáticas desse ano, as ocorrências do atual mês de setembro poderão ser maiores. A expectativa é que, neste mês, e nos próximos, sejam registradas precipitações dentro da média histórica, o que poderá amenizar os impactos da estiagem e reduzir seus efeitos no alastramento dos incêndios.
Emergências
Em relação ao combate a incêndios, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais, disponibiliza uma linha de telefone gratuita para alertas contra incêndios florestais. Pelo número 0800-283-2323 é possível avisar o instituto sobre a ocorrência de focos de incêndio em qualquer local de Minas Gerais. Na região, denúncias podem ser feitas à Polícia de Meio de Ambiente por meio do telefone (31) 3825-7633, além do portal eletrônico da 12ª Região da Polícia Militar, no endereço www.policiamilitar.mg.gov.br/portal-pm/12rpm.
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