06 de setembro, de 2014 | 00:12

Vereador afirma que acusações não condizem com a verdade

Em entrevista, Saulo Manoel discordou da forma com que material foi apresentado à imprensa


IPATINGA – Em entrevista concedida na tarde dessa sexta-feira (5), o vereador Saulo Manoel (PT), disse estar à disposição para esclarecer qualquer questionamento sobre a acusação referente ao programa Minha Casa Minha Vida. O parlamentar foi indiciado, ao lado de outras cinco pessoas, por cobrança indevida referente a programa habitacional, por meio de reuniões da Associação Habitacional de Ipatinga (AHI). Em sua declaração, na sala anexa ao plenário da Câmara, o parlamentar foi acompanhado dos colegas de partido na Câmara, Agnaldo Bicalho e Sebastião Guedes, líder do governo na Casa.  

Saulo Manoel disse respeitar a Polícia Civil e o trabalho feito no inquérito, mas discorda da forma “maldosa e venenosa” com que ele foi levado à imprensa e daquilo que se foi falado, por “não condizer com a verdade”. O vereador esclareceu que, em Ipatinga, não existe nenhuma casa, terreno ou apartamento do Minha Casa Minha Vida entregue. “O programa está começando esse ano em Ipatinga e pela Associação Habitacional, que faz 25 anos de luta na cidade”, disse.

Ele afirmou que a Associação Habitacional não cobra taxa como foi dito, mas sim uma contribuição de R$ 3, que é para a sua sustentação, assim como o sindicato cobra de seu filiado e as organizações populares cobram contribuição. “Mas no nosso caso nem é cobrança, é espontâneo e nem todos contribuem”, frisou.

“A AHI faz 25 anos em 2014 e já construímos nessa cidade quase 4 mil moradias, porém, nenhuma do Minha Casa Minha Vida. Agora sim é que estamos com a alegria de dizer que a associação alcançando 560 apartamentos do programa”, destacou. 

Saulo disse estar à disposição do promotor criminal, Francisco Ângelo, para esclarecer e “colocar os pingos nos is”. O parlamentar acrescenta que irá tomar todas as providências para esclarecer a situação e mostrar que o movimento está acima de tudo, e que não há irregularidade.

Política

Questionado sobre a possibilidade de a denúncia ser de teor político, Saulo disse que esse é o sentimento que tem e que não há razão para tanto “veneno”, uma vez que é pai de família e seus companheiros têm muita honra. “Moro numa periferia da cidade, praticamente numa favela, em um terreno que não está regularizado até hoje e não tenho em meu nome nenhum apartamento. Só tenho um carro e a dívida que estou pagando dele no banco. Dá a entender que foi em razão do momento eleitoral. Vou tocar o meu mandato e ajudar o movimento no que for preciso”, pontuou.

Ele reitera que as famílias contribuem porque sabem que o movimento tem despesas, valor que é utilizado para pagar as taxas, já que até formar o projeto para entrar na Caixa existem despesas. Quando a família é selecionada, há uma contribuição de R$ 10 que é para despesas do cartório. “Esse recurso é espontâneo e sem nenhuma ameaça”, afirmou. 

Espera
Sobre casos de espera de 20 anos para o recebimento do imóvel, Saulo Manoel disse que certamente não existe nenhuma pessoa com 20 anos nessa fila. “Tem uma família com 15 anos, que ficou fora dos critérios, porque o homem é aposentado com R$ 900 e a esposa ganha R$ 850 na prefeitura. A soma dos dois deu R$ 1.750. A associação não promete casa, ela organiza a família, porque é o meio que temos de protestar. Seria medíocre pedir dinheiro e prometer uma casa. Não cobramos com forma obscura como foi falado, cobramos para custeio da associação”, reforçou.

Em suas campanhas, o vereador afirma nunca ter pedido um voto dentro da reunião do movimento, que para ele é como uma igreja, sagrado. “É claro que peço voto para as pessoas que estão junto comigo. Mas nunca forcei ninguém a trabalhar para mim, é um absoluta mentira”, salientou.

Apoio

O vereador Sebastião Guedes disse que o delegado responsável pelo inquérito, Rodrigo Manhães, que foi candidato na eleição municipal de 2012, e que pouco mais de 500  votos, quer aparecer agindo a mando do “pessoal que está coordenando as campanhas deste ano lá em cima”. E classificou o inquérito como viciado e tendencioso, uma peça de calúnia e difamação, que não vai dar em nada.

Entretanto, pontua Guedes, a intenção é criar essa confusão toda para desgastar politicamente os candidatos do PT e a sigla partidária. “Esse delegado calça-curta é um irresponsável, quero ele aqui na Câmara num debate conosco, para ver se é homem. Ele deveria ter feito a mesma coisa no inquérito do ano passado, quando um membro da corporação dele foi denunciado pela corregedoria de polícia por formação de bando e adulteração de documentos e o Ministério Público apresentou a denúncia, está processado e não trouxe o inquérito aqui, porque agora está trazendo?”, questionou. 

Procurado, o delegado disse que não irá se manifestar mais a respeito da situação. “Meu trabalho foi técnico e o que havia para dizer sobre o assunto, foi dito”, informou Rodrigo Manhães. 

Já publicado:

Vereador é indiciado por crimes em associação habitacional - 04/09/2014

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