07 de setembro, de 2014 | 00:00

Coordenadora de entidade lamenta situação da Consul

Casa da Esperança está entre instituições assistidas e teme pelo futuro, se cooperativa acabar


IPATINGA – A possibilidade de fechamento da Consul em função da venda do imóvel do hipermercado no Shopping do Vale do Aço preocupa as entidades que recebem apoio da cooperativa de consumo. Seu braço social possui uma série de ações voltadas para a comunidade. Entre as entidades beneficiadas está Núcleo Assistencial Eclético Maria da Cruz (Naemc), conhecido como a Casa da Esperança, localizada no Limoeiro.

A coordenadora do Naemc, Maria Lúcia Valadão, a Tia Lúcia, lamenta a situação que a cooperativa vive no momento, com ameaça de perda do espaço no Shopping do Vale do Aço onde funciona a sua unidade mais expressiva. “Tenho na Consul uma parceria de respeito, amizade, consideração e credibilidade”, afirmou Maria Lúcia. A casa da Esperança recebe apoio da Consul de diferentes formas há 23 anos.

Maria Lúcia Valadão explica que uma delas é encaminhamento de alimentos colocados em exposição nos eventos com fornecedores. “Recebemos também produtos, sem ser alimento, com pequenos defeitos que podemos consertar e utilizar na Casa”, disse Maria Lúcia.

Além disso, a cooperativa concede um considerável desconto para pessoas ou entidades que compram alimentos para serem doados à Casa da Esperança. “Se eu ligar para a Consul e dizer que preciso de açúcar ou leite, nós recebemos. Se eu precisar tenho onde buscar. Precisamos criar esses laços, como temos com a Consul. Tudo isso tem muito valor”, comentou Maria Lúcia.

Impactos

A expectativa de desemprego dos 710 funcionários da cooperativa também é lamentada pela coordenadora do Naemc. “Qualquer coisa na cidade que você mora que vai causar essa angústia pela demissão é muito triste, faz a nossa cidade perder o brilho”, opinou. Maria Lúcia Valadão relata que muitos funcionários da Consul fazem trabalhos voluntários na Casa da Esperança. “Muitas vezes alguns deles vieram fazer festa ou bolo. É gente cuidando de gente. Não falo do estabelecimento Consul, pois o imóvel vai ficar lá, o brilho é de quem está lá dentro. O prejuízo é enorme para a cidade e não só para a Casa da Esperança”, afirmou. 

Na avaliação da coordenadora, de maneira geral, o desemprego reduz as ações de solidariedade. “O povo sem medo de desemprego é mais solidário. Quando existe medo de perder emprego, você fica mais prisioneiro do que teme e evita gasto. Tudo que traz prejuízo para essa cidade me preocupa muito”, frisou.

Entenda o caso

Em março de 2013 a Usiminas colocou à venda o imóvel onde funciona o hipermercado Consul. A cooperativa conseguiu uma liminar na Comarca de Ipatinga para bloquear o imóvel, cedido por comodato à cooperativa, mas cinco dias depois o Tribunal de Justiça de Minas Gerais derrubou a liminar reconhecendo o direito da Usiminas de vender o imóvel. A empresa colocou o imóvel à venda por R$ 28 milhões e, no momento, o grupo valadarense Coelho Diniz negocia a aquisição da área junto à empresa, de acordo com informações extra-oficiais. 

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