09 de setembro, de 2014 | 00:00

PIB baixo atinge consumidores de aço e distribuidores estimam queda

A cautela demonstrada pelas distribuidoras é causada pela retração industrial apresentada em vários setores da economia, como o automotivo.


DA REDAÇÃO - Dados divulgados pelo jornal “Valor Econômico”, indicam que as informações preliminares dos distribuidores de aço mostram que as vendas em agosto podem ter ficado 15% inferiores ao mesmo período de 2013. A informação é da assessoria da Usiminas. “O setor é tradicionalmente responsável por cerca de 1/3 das vendas da Usiminas para o mercado interno”, observa nota da siderúrgica.

Se confirmada, a queda se soma à retração de 6,9% registrada no acumulado dos seis primeiros meses deste ano, conforme o Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda).
Mesmo com a ligeira reação do mercado no mês de julho, em relação a junho, o Inda revisou para 1% as projeções de venda para 2014, inicialmente estimadas em 4%. A cautela demonstrada pelas distribuidoras é causada pela retração industrial apresentada em vários setores da economia, como o automotivo.

Os estoques, um dos principais indicadores da saúde financeira da rede de distribuição, fecharam julho em 1,073 milhão de toneladas, o que corresponde a três meses de vendas, e que ainda se apresenta acima da zona de conforto que deve ser de 2,5 a 2,8 meses. Com a economia desaquecida, a reposição de estoques da rede em julho recuou 10,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Um dos indicadores mais correlacionados ao comportamento do mercado de aço é o PIB. O crescimento de um está diretamente atrelado ao outro. Nesta segunda, os analistas de mercado reduziram a expectativa de crescimento econômico do país pela 15ª semana consecutiva. Desta vez, a projeção para a expansão passou de 0,52% para 0,48% em 2014. A indústria – que é o setor que consome o aço vendido diretamente pelas usinas ou pelos distribuidores – teve que demitir cerca de 17 mil trabalhadores no 2º trimestre, segundo levantamento da consultoria Tendências. É um forte indício de que as cadeias consumidoras de produtos siderúrgicos estão perdendo competitividade, afetando, consequentemente, as usinas e demais empresas ligadas ao aço.
 

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