10 de setembro, de 2014 | 00:00

“O egoísmo do homem é que causa destruição”

Congressista da República Democrática do Congo vem a Ipatinga para visitas a igrejas e divulgação de projeto


IPATINGA – Por três dias no fim de semana que passou, o conferencista congolês Mba Maluta Joseph, esteve no Vale do Aço para divulgar o seu trabalho. Em visita à redação do DIÁRIO DO AÇO, Maluta explicou que passou pelas igrejas Projeto Ômega e Batista, onde fez palestras, participou de cultos e falou do funcionamento da Organização Não Governamental Afro Euro Brasil, que promove ações sociais nos locais onde atua, mantida por doações de várias partes do mundo.

No Brasil, a ONG tem uma sede em Aracruz, no Espírito Santo, onde mantém uma escola de futebol, academia de jiu-jitsu, escola de surf, escolas de línguas portuguesa, francesa, espanhola e inglesa e uma escola de tênis de mesa. Na África, a ONG constrói atualmente uma escola pública na República Democrática do Congo, onde inexistem escolas mantidas pelo governo. “É uma esperança para famílias que não podem pagar pelo sistema de ensino congolês”, enfatiza.

Apesar do avanço no desenvolvimento em boa parte do planeta, Maluta é um homem que vem de um lugar com intensos conflitos sociais, armados, e onde a miséria humana é frequentemente um cenário realista. Questionado sobre a origem desses desacertos, Maluta resume: “Isso ocorre porque o homem é um ser egoísta. Devemos levar em conta, primeiro, que o homem quer satisfazer primeiro seus desejos pessoais. Isso tem levado o homem à destruição. O homem não está pensando no bem estar do outro. Quando, no mundo inteiro, as pessoas passarem a se preocupar com as outras, toda a riqueza, toda a tecnologia existente vai permitir uma evolução”.

Maluta disse que um bom exemplo desse egoísmo é a disseminação dos equipamentos tecnológicos pelo mundo. O conferencista explica que um smarthopne, tablet, ultrabook ou notebook, demanda em sua fabricação a extração de vários minerais, abundantes em solo africano. “É bom que as pessoas tenham o iPad nas mãos, mas você sabe de onde vem e como está sendo extraído o mineral para fabricá-lo? Vem de um país africano. Na prática, alguém tem que morrer, para que outra pessoa tenha o tablet”, observou.  

República democrática do congo


Maluta explica que a República Democrática do Congo ( (anteriormente chamado de Zaire) é um país centro-africano com cerca de 85 milhões de habitantes, que tem o francês como idioma oficial.

É o segundo maior país da África em extensão territorial atrás, apenas, da Argélia. É também o mais populoso país daquela região africana, além de ser o 12º país mais extenso do planeta. Foi colonizado pela Bélgica e, em junho de 1960, tornou-se independente.

Apesar de riquezas minerais incalculáveis, que o colocam na posição de um dos mais fartos e ricos do mundo, está entre os que possuem os menores valores de Produto Interno Bruto (PIB) nominal per capita. “Apesar de sua riqueza, é uma nação onde o povo está sofrendo demais. Para mudar a situação humana, só deixando de lado egoísmo. Vamos entrar para fazer um trabalho e mudar a história do povo”, conclui.

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