23 de setembro, de 2014 | 00:00
SRS de prontidão para vírus do Ebola
Profissionais da saúde são capacitados pela Superintendência Regional de Saúde
FABRICIANO O avanço do Vírus Ebola (DVE) pelo mundo deixou vários países em alerta e, para barrar a disseminação da doença, foram implementados alguns protocolos com controle epidemiológico em aeroportos e capacitação de profissionais. O Protocolo de Vigilância e Manejo de Casos Suspeitos de Doença pelo Vírus Ebola em Minas Gerais foi elaborado em agosto deste ano. As informações do protocolo e dados atualizados da doença no continente africano foram tema de uma capacitação realizada na Superintendência Regional de Saúde (SRS), sediada em Coronel Fabriciano, no início de setembro.
O evento reuniu coordenadores de Epidemiologia e Atenção Primária e representantes dos hospitais da jurisdição da SRS, no último dia 11. Na ocasião, foram abordados os aspectos gerais da doença, o modo de transmissão, sinais e sintomas, diagnóstico diferencial, importância da vigilância da doença pelo vírus Ebola, fluxo de atendimento em Minas Gerais dos casos suspeitos e o Plano de Contingência Estadual.
No mês de agosto de 2014, a doença foi decretada como emergência em Saúde Pública Internacional, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo necessária uma ação coordenada de todos os países para conter a entrada do vírus em cada nação. No Brasil, o Ministério da Saúde elaborou um protocolo nacional e cada Estado estabelece Protocolos e Plano de Contingência com o objetivo de impedir a disseminação do Ebola, caso o vírus entre no país.
Uma das palestrantes no encontro, a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da SRS, Cássia Soares, explicou como foram as orientações para os profissionais. Os municípios deverão notificar, imediatamente, a Vigilância Epidemiológica da SRS e o Centro de Informações Estratégicas de Minas Gerais os casos suspeitos de Ebola”, frisou Cássia Soares. O caso suspeito é considerado envolvendo indivíduos procedentes, nos últimos 21 dias, de país com transmissão atual de Ebola (Libéria, Guiné, Serra Leoa, Nigéria) que apresente febre de início súbito, podendo ser acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dor muscular, dor articular, fraqueza, diarreia, vômitos, perda de apetite e/ou hemorragia. De acordo com o protocolo estadual, este último caso deverá ser isolado imediatamente e notificado.
O caso provável do indivíduo que apresente histórico de contato com pessoa doente, participação em funerais ou rituais fúnebres de pessoas com suspeita da doença ou contato com animais doentes ou mortos, também deverá ser notificado para que haja a vigilância. Os contatos de casos suspeitos identificados deverão ser notificados e monitorados por 21 dias após a última exposição conhecida”, pontua Cássia Soares.
Em caso de alguma suspeita, o protocolo estadual orienta que a pessoa seja isolada e encaminhada, via transporte aéreo, para o hospital de referência estadual, o Eduardo de Menezes, da Fundação Hospitalar Hemominas, para tratamento e coleta de amostra para identificação do vírus. A amostra será encaminhada ao Instituto Evandro Chagas no Rio de Janeiro. Se confirmando o caso, o paciente continuará em isolamento, receberá tratamento de suporte e as pessoas que tiveram contato com ele serão monitoradas.
Cássia Soares afirma que o debate sobre o assunto é oportuno, tendo em vista que a epidemia iniciou-se, provavelmente, em dezembro de 2013, na Guiné e, até o momento, não foi controlada. A letalidade é alta, podendo chegar a 90% dos casos e o tratamento para a doença ainda é limitado, pois não há vacina e nem medicamento específico. É importante mantermos os municípios informados para adoção de medidas imediatas para evitarmos a disseminação da doença”, ressaltou a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da SRS.
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