23 de setembro, de 2014 | 00:00

Alerta contra afogamentos

Ocorrências aumentam com a chegada da temporada de maior calor


IPATINGA – Entre janeiro e setembro deste ano, foram registradas no Vale do Aço quatro ocorrências de afogamento. No ano passado, foram 10 episódios ao longo de 12 meses. Os dados são da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros Militar de Ipatinga. Com o início da Primavera, nessa segunda-feira (22), e dias de intenso calor que são comuns a partir desse período, as autoridades estão em alerta. “Existe a possibilidade de aumento dos números de afogamento, uma vez que é a partir desse período quando há maior incidência de casos”, sinaliza o comandante da corporação, tenente Hoberdan Inácio.

A procura por piscinas, rios, lagoas e cachoeiras tem maior procura a partir de agora. Nesse cenário, a corporação orienta a evitar brincadeiras de mau gosto; evitar nadar sozinho; não ultrapassar faixas, boias, e placas de avisos; não entrar em locais onde há avisos de perigo ou em águas poluídas; e não saltar de locais elevados para dentro da água.

Preocupam as autoridades os casos envolvendo crianças, público que carece de cuidados redobrados. A cada ano, mais de 1.100 crianças morrem afogadas, segundo dados do Ministério da Saúde. “Orientamos aos pais a procurar por clubes e demais locais recreativos onde tenham a presença do salva-vidas”, salienta Hoberdan Inácio. Em Ipatinga, a Lei 2.642/09 determina que todas as entidades desportivas, recreativas ou de aprendizagem aquática contem com o trabalho de salva-vidas.

Natação
Em atenção ao alto número de afogamento de crianças, especialistas alertam para a importância do aprendizado da natação. No mês de junho foi realizada a 5ª edição da “Maior Aula de Natação do Mundo”, tradução para o evento intitulado The World’s Largest Swimming Lesson, realizado simultaneamente em 22 países, e que contou com 36.546 participantes em 2014. O Brasil obteve o segundo lugar no número de participantes da superaula, com cerca de 2.000 crianças.

Wesley Rodrigues


Gisele Cunha


O município de Ipatinga é pioneiro dentre os que participam da iniciativa no país. No estado, somente outras duas cidades participaram – Araxá e Sete Lagoas. Educadora física, Gisele Cunha é a diretora da academia Bolha d´Água, no bairro Cariru, participante do evento mundial. Ela salienta que a iniciativa registrou nova inclusão no livro dos recordes, com aumento de 10% no número de participantes.

A questão maior é o objetivo da iniciativa: é aconselhável que crianças aprendam a nadar o mais cedo possível. Gisele Cunha observa que, para reduzir drasticamente as estatísticas por afogamento, é necessário que os pequenos sejam treinados a ter condições motoras e emocionais mínimas dentro d’água. “Esse preparo não garante, contudo, estar livre de riscos dentro da piscina, mas reduz a possibilidade de afogamento”, frisa.

Muito além do olhar mais atento à infância, a recomendação do ensino do auto-salvamento na água serve para quaisquer idades. Nesse tipo de aprendizagem, há três premissas básicas, orienta Gisele. A primeira delas é a da “água mais segura”, com a instalação de barreiras, isolamentos e bloqueios no entorno de uma piscina. Por conseguinte, o princípio das “pessoas mais seguras”, que envolve supervisão de um adulto e treinamentos direcionados ao auto-salvamento. Finalmente, “resposta mais segura”, que implica a aprendizagem de primeiros socorros e outras técnicas de resposta para o resgate.
 

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