28 de setembro, de 2014 | 00:00

Advogado defende diálogo no impasse da Consul

José Edélcio destaca a importância de considerar o valor social da cooperativa para a região


IPATINGA – A batalha da Consul na Justiça para se manter no imóvel localizado no shopping do Vale do Aço repercute na classe empresarial. Advogado e empresário, José Edélcio Drumond Alves defende o diálogo para se chegar a uma solução do impasse estabelecido com a oferta de venda do imóvel da Usiminas que a cooperativa ocupa no centro de compras.

Na avaliação de José Edélcio Drumond, a cooperativa é um negócio e também uma ação social. Por isso, os dois lados devem ser considerados. “Ela tem que ser olhada e analisada considerando a sua função social e comercial. Não é possível você entender uma cooperativa como uma instituição tão somente comercial, a Consul tem um vínculo de prestação de grandes serviços e ações sociais na comunidade”, afirmou o advogado.

Entre as ações da cooperativa, além de ajuda a algumas entidades da região, José Edélcio pontua o valor da Consul para seus cooperados. “As pessoas devem entender que ela foi criada com a finalidade de fazer o bem social. Os cooperados, sendo funcionários da Usiminas ou não, se valem de um negócio participativo”, comentou José Edélcio.

Sobre a situação do caso na Justiça, o advogado e empresário defende um acordo entre as partes, a partir de um diálogo franco. “Acho que as partes Usiminas e Consul, devem buscar uma saída levando em conta o lado social da cooperativa. Entendo que o caminho na negociação não devesse ser o Judiciário e sim o diálogo em que haja respeito das questões contratuais e extracontratuais, pelas duas partes”, salientou José Edélcio.

O advogado e empresário destaca a importância do trabalho da cooperativa para a comunidade local. “A Consul realmente presta um grande serviço social para o associado e a comunidade. Sou pela manutenção do diálogo. A luta da Consul merece apoio da comunidade, mas neste contexto também há um negócio que pode ser realizado”, pontuou.  
Polliane Torres


jose edelcio


Mudança

Na sexta-feira (26), a Usiminas anunciou a destituição do diretor presidente da companhia, o argentino Julián Eguren substituído, em caráter temporário, por Rômel Erwin de Souza para os cargos de diretor presidente e vice-presidente industrial da companhia. Para José Edélcio Drumond, essa mudança será positiva. “É como no futebol, argentino e brasileiro não combinam bem e nunca vão combinar. Quando o lugar é assumido por um brasileiro da escola de Rinaldo Campos Soares (ex-presidente), creio que o lado social vai ser olhado também”, comemorou o advogado.

José Edélcio Drumond acredita que o perfil de Rômel surtirá bons efeitos para Ipatinga, resgatando o lado social da empresa. “Ele é um homem de comunidade que não vai perder a caraterística de gestor de um grande negócio, mas ao geri-lo vai levar em conta o lado social que a empresa tem e não presta favor em fazê-lo. Toda empresa tem que ter responsabilidade social”, concluiu o empresário.

Entenda o caso

Em março de 2013, a Usiminas anunciou a intenção de venda do imóvel ocupado pela Consul no shopping, dando preferência à cooperativa. Em junho, a empresa enviou comunicado à Consul transferindo o direito de  preferência à Intermall Empreendimentos e Participações, proprietária do Shopping do Vale do Aço. Na prática, liberava a venda do espaço a  qualquer interessado. Na ação, além de pedir a suspensão da venda do imóvel, a cooperativa solicita que seja feito um encontro de contas dos imóveis devolvidos pela Consul à Usiminas com a promessa de obter, em troca, o imóvel do shopping cedido em comodato por 99 anos.

Em decisão do dia 12 de setembro, o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Pedro Bernardes, concedeu à Consul a preferência no direito à compra do imóvel do Shopping do Vale do Aço e o impedimento de venda a terceiros. Para reverter o quadro, no último dia 5 a Consul efetuou um depósito judicial no valor de R$ 3 milhões, a fim de assegurar a quitação da entrada na negociação proposta pela Usiminas. A empresa, por sua vez, alega que a Consul não exerceu a preferência de compra dentro do prazo, e por isso fechou negócio com o grupo Coelho Diniz. No entendimento da siderúrgica, a decisão agora caberá à Justiça.


CURTA: DA no Facebook 





SIGA: Twitter: @diarioaco

ADICIONE:  G+




WhatsApp 31-8591 5916



 

LEIA MAIS:

A Consul na berlinda - 26/09/2014

Presidente da Aciapi defende razoabilidade no caso Consul - 24/09/2014

Nova decisão favorável à Consul - 17/09/2014

Vice-presidente da Federaminas pede união de força em defesa da Consul - 16/09/2014

Seci defende permanência da Consul no shopping - 14/09/2014

Entidade cooperativista mineira defende a manutenção da Consul - 11/09/2014

Coordenadora de entidade lamenta situação da Consul - 07/09/2014

Venda de imóvel da Consul ao Coelho Diniz é iminente - 06/09/2014
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário